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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vinhos, continuação ...

Ainda no campo cultural.

Degustação de vinho em Minas.
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de
trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que
enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me
cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá
isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando
o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende?
Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor
aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça,
deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje,
por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo..
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de
meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de
tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro,
qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pé dovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e
macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num
corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha
fedorenta!...

Luiz Fernando Veríssimo

Vinhos

Para a fugir da linha política, um pouco de cultura: 
(JB01 por e-mail)



"V I N H O S e suas origens


(Mouton Rothschild)


Consta, que certa noite, muitos anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de "Mouton Rothschild", safra de 1928.

O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente traz o decanter de cristal cheio de vinho e depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar.

O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho.

Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente:

- Isso aqui não é um Mouton de 1928!

O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é.

Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de couisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.

De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.

- O meu nome é Phillippe de Rothschild, - diz o cliente, modestamente

- e fui eu que fiz esse vinho.

Consternação geral.

O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:

- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante.

Afinal o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.

Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:

- Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha dois orifícios do corpo dela muito próximos um do outro e faça um teste de olfato. Você perceberá a sutil diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

República dos Cinqüentões

No Meu Governo II – República dos Cinqüentões.

Em matéria recente editamos o que, seria, em linhas gerais, os Estatutos do Partido Quero o Meu - PQM, adentrando, porém, em temas mais apropriados para o título destas linhas.

Assim é que se, um dia, o Partido em questão viesse a ser constituído e devidamente registrado e, por algum acaso do destino, viesse a contar com alguém dos seus quadros na Chefia do Governo (admitamos que seja hoje), como primeiro ato presidencial seria providenciada profunda reforma no Executivo (a comparação se faz com o governo atual), extinguindo-se todos os Ministérios existentes e Secretarias com status de Ministério, para se estabelecer uma estrutura mínima, que acreditamos seria suficiente para administrar o País - 10 Ministérios, - a saber: Ministérios das Relações Exteriores, Fazenda, Justiça, Planejamento e Meio Ambiente, Indústria e Comércio, Trabalho, Previdência Social, Educação, Saúde e Defesa, este último sob a responsabilidade dos militares.

Em que pese a Constituição estabelecer a idade mínima de 35 anos, como condições de elegibilidade para Presidente e Vice-Presidente e a idade mínima de 21 anos para aqueles que fossem chamados a ocupar as pastas ministeriais, no eventual Governo PQM os ocupantes de tais cargos teriam, obrigatoriamente, a idade mínima de 55 e 50 anos, respectivamente (daí o nome República dos Cinqüentões), por considerarmos como idade adequada da acumulação de experiência e da necessária serenidade para afastar os vislumbres do poder, portas abertas para negociatas, corrupção e desvios de conduta.

É bem verdade que a idade em questão não se constitui, prima facie, como elemento inibidor de falcatruas, como elemento garantidor de que as tentações não encontrarão via fácil no universo em que se empenharem, exemplos somam-se incontáveis – inclusive em mais jovens e até em mais velhos. É, porém, idade suficiente a demonstrar, pelo passado de alguém, a solidez de seu caráter e hombridade, sem tergiversação com as fraquezas de conduta e sem utopias, típicas dos demagogos, e sem, obviamente, atingir ou ofender os de idade inferior, que, aos borbotões não se enquadram nos exemplos incontáveis.

Nessa linha de conduta, não haveria loteamento de cargos nos Ministérios, isto é, não haveria, em hipótese alguma, nomeação política para as pastas e muito menos para estrutura presidencial. Em termos de legislativo, não haveria, por parte do Executivo, nomeações de líderes do governo na Câmara ou no Senado, figuras incompreensíveis, talvez compreensíveis se visto o regime presidencialista como permissivo de formação absolutista pelo excesso de poder de que se reveste o Chefe de Estado (críticas dos que preferem o regime parlamentarista).

Assim, os membros do partido que fossem eleitos para a Câmara ou para o Senado, seriam, quando muito, líderes da bancada do partido naquelas casas, e não do governo, e que sustentariam os ideais do partido (já delineados em matéria anterior), sem a interferência do executivo, na já conhecida denominação “rolo compressor”. Pode não dar em nada, mas é uma nova forma de enxergar a administração do País, abstendo-se das negociatas de gabinete, da troca de favores e da liberação de verbas.

Nesse diapasão, seria, também, providenciada reforma na estrutura presidencial, de modo a adequá-la à visão partidária de funcionamento da máquina palaciana com menos dispêndio, o que implicaria na extinção de algumas secretarias presentes no organograma atual.

O braço jurídico do governo, a AGU, seria chefiada por advogado de seus quadros, com idade mínima de 50 anos e com 20 anos de efetivo exercício na carreira.

Não haveria loteamento de cargos nos escalões inferiores que seriam preenchidos, preferencialmente, por funcionários de carreira e nem preferência partidária para liberação de verbas ordinárias ou extraordinárias.

Seriam apresentadas propostas de mudanças nos direitos políticos, no prazo do mandato, na representação proporcional e na composição dos tribunais superiores:


.a) direitos políticos: seguindo o referencial da idade, e no que toca às condições de elegibilidade, para presidente, vice e senador, seria exigida a idade mínima de 55 anos; para governador e vice de estado e do distrito federal, 45 anos; para deputado federal , deputado estadual ou distrital, prefeito e vice e juiz de paz, 35 anos; para vereador, 25 anos;


.b) prazo do mandato de 6 anos para todos os cargos políticos, sem direito à reeleição, com eleições para prefeito, vice e vereador no ano seguinte, ao dos outros cargos, aumentando-se a duração da legislatura para 6 anos;


.c) representação proporcional assegurada a no mínimo de 10 e no máximo de 40 deputados, mantida a representação de 4 deputados por território e de 3 senadores por Estado e Distrito Federal, com seus suplentes;


.d) composição dos tribunais superiores da seguinte forma: STF, 11 ministros, sendo 7 escolhidos entre os integrantes da carreira da magistratura, com idade mínina de 55 anos e 25 anos de efetivo exercício na carreira, 2 do ministério público e 2 da advocacia, atendidos os mesmos requisitos exigidos para os integrantes da magistratura: STJ, 33 ministros (é o número atual; a constituição fala “no mínimo”), sendo 23 oriundos da magistratura, com idade mínima de 50 anos e 20 anos de efetivo exercício na carreira, 5 oriundos do ministério público e 5 da advocacia, atendidos os mesmos requisitos exigidos para os integrantes da magistratura, evidentemente, todos de ilibada reputação e de notório saber jurídico;
.d.1) a escolha dos ministros (ambas as cortes) dar-se-ía de acordo com as regras internas estabelecidas por cada órgão, elegendo-se o que obtivesse a maioria absoluta dos votos em cada instituição, sem necessidade, para a nomeação e posse, das desnecessárias romarias ao legislativo e reuniões no executivo; na liturgia do procedimento, seriam abolidas as sabatinas políticas e nomeações do executivo, tomando posse, nos moldes atuais – perante o presidente da corte e demais pares;
.d.2) àqueles que viessem a integrar o quinto nos tribunais inferiores, seria exigida a permanência mínima de 15 anos no cargo, para se candidatarem às vagas nos tribunais superiores.

Alguém pode até achar que essas idéias seriam utópicas, idiotas, sem sentido, ou qualquer outra adjetivação que se queira dar, mas isso não quer dizer que não poderiam impulsionar o País, sem as já conhecidas relações incestuosas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Semana

Hoje, dia 26, se inicia a semana pré-exercício do direito de voto, como, também, sinaliza o término de um período da história do País, a ser registrado nos livros didáticos, como o do maior número de escândalos envolvendo o governo.

Distinto e respeitável observador registrou, dois dias atrás, em sua página na internet, 86 casos, fora os que, eventualmente, não conhecemos, porque ainda não denunciados ou obscuros.

De qualquer forma, e se nada de novo surgir, termina, se não estamos enganados, como exatamente começou: escândalos na casa civil e nos correios, sempre eles, intercalados com quebras de sigilo.

E a campanha chega ao seu final para o primeiro turno:

- com direito a sandices, megalomania, delírios, debilidade e autoritarismo presidencial e dos movimentos agraciados com verbas públicas;

- vídeos de apoio do estorvo venezuelano e de figurinhas carimbadas, como Sarney e Collor, ao arremedo de candidata a Chefe de Estado;

- palavras da candidata no sentido de “não dá para saber tudo o que acontece em família”  – imaginem na presidência do País?! -.

- TCU vai investigar contrato da TV de Lula - O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar o contrato de R$ 6,2 milhões que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fechou com a Tecnet Comércio e Serviços Ltda., que emprega Cláudio Martins, filho do ministro da Comunicação Social e presidente do Conselho de Administração da estatal, Franklin Martins;

- bravatas como “nunca se investigou tanto neste país” e, como se sabe, não se chegou a lugar nenhum, vide mensaleiros em campanha, entre outros a flanar pelo País;

- ou a do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) – para que o governo precisa de líder na câmara e no senado?! – no sentido de que “a população sabe que o governo apura as denúncias e pune quem comete irregularidade, talvez aquela população que vive à custa das bolsas eleitoreiras do governo e que reside naqueles milhares de municípios, recentemente objeto de reportagem, como de elevados índices de analfabetismo (dentre os inúmeros Ministérios criados para loteamento, faltou, no imaginário do poder, criar o Ministério do Anedotário Diário);

- e, por fim, para encerrar – senão não se acaba de enumerar tudo o que deveria ser enumerado - com o debate na Record (não há o que se falar) e o julgamento ocorrido no Supremo a respeito do recurso do Roriz contra a decisão do TSE, que negou registro da candidatura.

Deixando de lado os exageros de linguagem presentes em algumas manifestações, e a estranha questão de ordem de inconstitucionalidade no aspecto formal, certo é que a iniciativa popular saiu vitoriosa com o empate sob impasse – de forma até surpreendente, “desagradou” a gregos e troianos. E isso, porque, não se declarou a inconstitucionalidade da lei, algo que nem poderia ocorrer, porque, com o empate, ausente o quorum qualificado constitucional, nada impedindo, pois, continue o TSE negando os registros requeridos por tais figurinhas.

Enquanto isso, isto é, enquanto se passava e se assistia ao filme em questão, policial rodoviário federal foi preso recebendo frangos como suborno, e um bebê de 20 dias morre à espera de cirurgia cardíaca em Goiás, porque os médicos suspenderam as operações, em recusa ao valor pago pelo SUS.

É esse o País a administrar nos próximos anos, o qual, antes de quaisquer promessas, exeqüíveis ou não, deveria passar por uma profunda reforma de costumes, onde o respeito ao próximo – não chegamos ao requinte da filosofia pós confúcio, porque o interesse educacional até hoje não passou de palavras vazias, salvo alguma vozes a clamar em vão – deveria prevalecer sobre os pessoais – e lá vamos nós com sinais de utopia.

Mas a questão de costumes, acreditamos bem representada, quando escrevemos, nos primórdios da germinação do JabaNews, sobre uns dos devaneios lulescos (mencionado em nota na Coluna do Ancelmo Gois, de 08.06.2010):

Nenhum poder pessoal pode sobrepor-se à vontade geral.

Após anos de elevado grau de corrupção (talvez o pior da história do País), do desrespeito à Constituição, do desrespeito a ordem legal vigente e às decisões do Judiciário, do desrespeito aos ideais nacionais, do desrespeito à instituição denominada “Presidência”, e da vergonha externa da associação e simpatia explícitas com déspotas e demagogos (criou-se, até, um novo movimento, o MSP: movimento dos sem presidência, quando da transformação de repartição diplomática em hospedaria, pousada, ou coisa que o valha; caso Zelaya), e quando se imaginava que nada mais iria acontecer, superou-se o Estado, mais uma vez, ao determinar que um militar (Ancelmo de 08.06.10) fosse ali na esquina (França) e comprasse um helicóptero, aumentando, assim, a frota oficial: além do Air Lula 51, como é conhecido o Airbus da Presidência, teremos agora a Libélula Oficial, já alcunhada pelos súditos de “Borboleta Desvairada”. Relação curiosa essa com os franceses, sem se esquecer, evidentemente, do quero quero dos caças.


Alguém já disse – do grupo daqueles que gostam de escrever - que a degradação do Estado tem início ou “provém da corrupção dos costumes, do amortecimento da consciência cívica, do abastardamento da raça, do relaxamento do sistema educacional, da perversão da justiça etc.”.


Também já disseram que a sociedade pode se levantar contra aqueles que se distanciam ou corrompem as instituições, o bem-estar social, e que fazem do Estado a Casa da Zona, como se sua fosse. E isso - o afastamento desses inomináveis - em regimes democráticos, do qual o País, atualmente, não parece ser nenhum exemplo, se faz pelo pleno exercício da cidadania.

O que faltou fazer (queira Deus que não se lembrem), seria a instituição do Plano “PACau” (Plano de Aceleração - ou Aumento - da Cueca e Calcinhas), com modelos dos mais diversos tipos e tamanhos, como de couro, para os aficionados, e com bolsos vários para guarda da propina legal. Simultaneamente, seriam lançados, também, os Planos “PAChu” (Plano de Apoio ao Chulé), voltado ao favorecimento daqueles que preferem as meias, e o “PAex” (Plano de auxílio às Pastas Executivas, há quem delas ainda goste), e tudo, obviamente, financiado, já se sabe de onde.

Tivemos a felicidade de viver e vivenciar o início de uma longa fase negra, obscura, difusa e de interesses criminosos, uma farsa, uma fraude, com o seu fim já anunciado, esperando-se, com felicidade maior, que a doença criminal, altamente contagiosa, em todos os níveis, seja extirpada, em definitivo, da nossa cultura.

Assim pensam aqueles que vêem o Estado como artífice do desenvolvimento, fortalecimento e bem-estar da sociedade e do País, e é o que esperam, com o novo ciclo que se avizinha, que isso realmente ocorra.

Somos apartidários, apolíticos; mas está mais do que claro que não votaremos na candidata presidencial.

sábado, 25 de setembro de 2010

PQM Estatutos

As diretrizes do Partido Quero o Meu, já delineadas anteriormente, são abaixo reproduzidas:

. O RETORNO DA DIGNIDADE;

. O RETORNO DA CIVILIDADE, que alguns, em conceito distorcido da cidadania, esqueceram o que significa;

. O RETORNO DO RESPEITO AO PAÍS;

. O RETORNO DA PRÁTICA E DISTRIBUIÇÃO DA JUSTIÇA NÃO SEGUIDA DE ESCÂNDALOS;

. O RETORNO DO RESPEITO ÀS LEIS, COM A PRISÃO E SANÇÃO DAQUELES QUE A DESRESPEITAM E DESRESPEITARAM, NOTADAMENTE DOS MOVIMENTOS CRIMINOSOS E DOS QUE ASSALTARAM OS COFRES PÚBLICOS ;

. O RETORNO DO ORGULHO DE OLHAR PARA O PAÍS E VER UM PAÍS DECENTE;

. O RETORNO DO DIREITO À SAÚDE PÚBLICA DE EXCELÊNCIA, SEM DIREITO A MORRER POR ATENDIMENTO MÉDICO INALCANÇÁVEL;

. O RETORNO DO DIREITO DE VER A FORTUNA DA FARRA DE IMPOSTOS, EMPREGADA EM FALCATRUAS E EM OUTROS EXPEDIENTES INOMINÁVEIS, SER UTILIZADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE NA EDUCAÇÃO, INFRAESTRUTURA E NO BEM ESTAR DO PAÍS;

. O DIREITO DE VER A DECÊNCIA VOLTAR A OCUPAR A MENTE DOS HOMENS, PARA AFASTAR DO CONVÍVIO APANIGUADOS, DESPREPARADOS E DÉSPOTAS;

. O RETORNO DO RESPEITO AO LEGISLATIVO E ÀS INSTITUIÇÕES DO PAÍS;

. O RETORNO DA CONFIANÇA DE SE DEPOSITAR EM ALGUNS O DESTINO DO PAÍS;

. O RETORNO DA CERTEZA DE QUE OS CRIMINOSOS, SEJAM ELES DE QUE NÍVEL SOCIAL FOR, SERÃO DEFENESTRADOS DO CONVÍVIO SOCIAL E DA VIDA PÚBLICA;

. O RETORNO DA PAZ SOCIAL;

. ENFIM, O RETORNO DA SENSAÇÃO DE SER UM FELIZ BRASILEIRO FELIZ E ACREDITAR QUE ESSE É UM PAÍS DE HONESTOS; PELO MENOS QUE POSSA SER UM PAÍS EM QUE A MAIORIA SEJA HONESTA, PARA NÃO CAIR NA UTOPIA.”

Os Estatutos, seguindo as diretrizes acima, longe de representarem um “codex”, serão bem simples, disporão, apenas, sobre a sede do partido, seus ideais, a constituição das representações nacional, estaduais e municipais, seus órgãos, filiação e recursos oriundos do nefasto fundo partidário.

Em nenhuma hipótese serão admitidas as espúrias coligações, que a cada quatro anos são levadas ao conhecimento da sociedade. Em nenhuma hipótese serão aceitas doações, salvo as dos fundadores do partido e de seus filiados, que serão revertidas, unicamente, para o Partido, sem qualquer contrapartida.

Em nenhuma hipótese haverá remuneração pelo exercício de cargo ou função partidária. Somente serão admitidas doações de entidades de classe, a título de patrocínio ou contribuição e nos limites legais, e que estejam intimamente ligadas às diretrizes do partido, para a hipótese de serem promovidos eventos de caráter nacional, estadual ou municipal, tendentes a divulgação dos ideais partidários e dos seus objetivos, cuja respectiva receita será contabilizada única e exclusivamente no caixa único do partido (em nenhuma hipótese será admitida a constituição de “caixa dois”, “três”, ou o quer for), com demonstrações contábeis no prazo máximo de 5 dias após o evento, devidamente publicadas em jornal de circulação nacional e levadas a registro junto à Justiça eleitoral.

Em nenhuma hipótese será admitida a utilização desses eventos como promoção pessoal de membro do partido ou como palanque para fins eleitoreiros. Aquele que for pego em prática contrária aos ideais partidários, e em desvio de conduta, nos moldes estatutários, será objeto de processo sumário de expulsão do partido, assegurado o contraditório e a ampla defesa.

Essas, em linhas gerais, as disposições estatutárias do Partido Quero o Meu que, se um dia, vier a ser constituído de fato e de direito e, por algum acaso do destino, vier a governar o País, promoverá profundas reformas na estrutura do executivo, já que não dependerá de pronunciamento do legislativo para esse fim.

Com relação a este, dependerá da aprovação de emenda constitucional, pela qual será estabelecido mandado único de 6 anos para Presidente, Senador e Deputado Federal, sem direito à reeleição.

Quanto ao executivo, serão extintos todos os Ministérios atuais, permanecendo uma estrutura mínima suficiente para administrar o País, qual seja: Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça, Ministério do Planejamento, Ministério da Indústria e do Comércio e Ministério da Defesa, este último sob a responsabilidade dos militares. Nenhum dos Ministros contará com idade inferior a 50 anos, presumindo-se, nessas primeiras linhas, larga experiência na carreira e nenhuma filiação partidária.

Não haverá loteamento de cargos nos Ministérios e nem nos escalões inferiores de cada pasta. Não haverá, em hipótese alguma, nomeação política para esses cargos: lugar de político é no Legislativo e não no Executivo.

A AGU, por exemplo, terá como chefe, advogado de carreira que contará, no mínimo, com 50 anos de idade e 20 anos de exercício efetivo na carreira, a ser escolhido entre seus pares.

Por enquanto é só.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E mais .......


Recebemos, há pouco, e-mail de que dá conta de fraude no programa das urnas eletrônicas, algo que Brizola já houvera, a seu devido tempo, anunciado (não tínhamos e não temos nenhuma simpatia por aquele Senhor, que já fez a sua travessia), que por seu conteúdo, merece ser divulgado.

Confirmando-se o que é dito, é mais uma da bandidagem que tomou conta do País, que já dava como favas contadas a eleição, no primeiro turno, do arremedo de candidato, que, na mesma linguagem de inocência, diz e afirma não saber do que acontece ao seu redor - e que, depois , sustenta ter sido indicação do desvairado, aquela que a acompanha desde os tempos de Ministério -, e que, ao lado de alguém, já na debilidade in extremis, no delírio do palanque, que asseverou ser o formador de opinião, assacando ofensas à imprensa, tal como o estorvo venezuelano ou a senhora portenha, permaneceu em silêncio, com aquele sorriso cínico, como a concordar com o sangramento da democracia, acenando, com isso, que o exercício do poder será nefasto.


“Assunto:NOVO ESCÂNDALO PODE ESTOURAR A QUALQUER MOMENTO!!!


MAIS UMA...

Um programador de software de peso, confirmando a notícia abaixo, afirmou que não somente as urnas podem ser modificadas, mas principalmente o software de totalização final dos votos pode ter sido manipulado por mini-equipe informatica, com apoio cubano (russo), para modificar a cada x votos de outro candidato trocar um voto para Dilma. Ninguém fiscaliza a equipe de manutenção do software do Tribunal Eleitoral.

Por isso que o governo está desesperadamente divulgando a cada noticiário os dados manipulados das estatísticas de intenção de voto, dizendo que a dilma já tem mais que 50%. Assim ninguém vai se espantar nem questionar quando o resultado da eleição for divulgado.

A PROPÓSITO, QUANTOS ELEITORES DA DILMA VC CONHECE?
POUQUÍSSIMOS, NÉ?
E POR QUE SERÁ QUE ELA VAI SER ELEITA JÁ NO PRIMEIRO TURNO?
LEIA O TEXTO ABAIXO COM ATENÇÃO!!!

Essa é a razão porque os americanos, apesar inventores da informática, não usam sistema de urna eletrônica até hoje...

NOVO ESCÂNDALO POLÍTICO PODE ESTOURAR A QUALQUER MOMENTO!!!
A Notícia já vazou. Agora só falta um Roberto Jefferson da vida, prá colocar a boca no trombone ao, também, sentir-se prejudicado.

Manipulação do sistema de votação (Software) da Urna Eletrônica, em desenvolvimento (ultra secreto) nos laboratórios da Tecnologia da Informação (TI) do governo, visando a adulteração do resultado do pleito de Outubro de 2010, de modo a garantir a eleição de uma determinada CANDIDATA de preferência do establishment sócio-político dominante atual do Brasil.

Esse projeto secreto, conhecido no submundo petista como "Milagre da Multiplicação dos Pães" ou, em resumo, "3 pro nobis, 1 pro vobis", se destina, através de um programa fraudulento e malicioso, previamente inserido no chip do computador, que programa as urnas antes da operação, chamada pelos técnicos, de "inseminação das urnas", a computar sempre - para determinada candidata - 3 de cada 4 votos digitados, independentemente de quem seja o candidato da preferência do eleitor, voto em branco, voto nulo, de forma a assegurar a sua eleição já no 1º turno.

Pasmem! A situação se agrava muitíssimo pelo fato de o TSE não permitir que os partidos políticos tenham acesso aos softwares que rodam na urna eletrônica ou que são usados na totalização, em parte preparados pela Agência Brasileira de Informações (ABIN) através de um órgão chamado CEPESC - especializado em criptografia - que ajuda o TSE desde os tempos do falecido SNI. Tudo acertado direitinho... Silenciosamente... Detalhadamente... Legalmente.... Não permitir a auditoria é uma evidência da fraude!

Agora, imaginem só: se a máfia do governo está se lixando pro TSE, passando por cima de suas decisões com o totalitário rolo compressor do PT, com a estapafúrdia e escancarada antecipação da campanha eleitoral, o que o impediria de lançar mão de mais essas e outras maracutáias do seu vasto e infindável repertório de sujeiras, escândalos, maldades e ilegalidades, para se garantir no poder por mais quatro anos? Dopar softwares, adulterar programas, corromper sistemas de apuração? Isso é pouco!...

Paralelamente, está sendo programada uma maciça produção de cartazes, bandeiras, faixas e galhardetes para inundar as cidades brasileiras (principalmente nos municípios mais pobres do interior), no dia da eleição (boca de urna, voto-cabresto, vale-voto, etc.), com a contratação (por R$ 30,00/pessoa) de milhares de beneficiados dos bolsa-família, bolsa-isso, bolsa-aquilo, de modo a dar a impressão da confirmação do resultado das urnas eletrônicas viciadas, preparadas, fajutadas.

Você pensa que essa é uma patrulha anti-petista? Então vá à página do Google e digite as palavras: Urna Eletrônica Fraude e clique em Pesquisar.

Está lá, escancarado! Só não vê quem não quer ou está satisfeito, porque está tirando proveito da situação.

Nossa esperança é que alguém do "stablishment" sinta remorso por estar traindo o país inteiro e acabe dando com a lingua nos dentes e divulgando as provas que nos faltam. Ou que no dia da eleição, talvez bem antes, algumas urnas sejam "sequestradas" para serem examinadas por um laboratório confiável, e a fraude seja desmascarada.

Alguma coisa ainda vai acontecer, porque Deus (este sim) é grande!

Envie esse email para todos os seus amigos . Pode ser que um deles seja um militar de altíssima patente, que por certo levará a informação aos devidos canais.”

Molusco in Action

Reportagem de capa do dia 19.09, de “O Globo” traz a seguinte manchete, tendo como fonte reportagem da revista “Veja”:

“Denúncia aponta distribuição de propina no Palácio do Planalto
Funcionários recebiam pacotes de dinheiro
por compra de remédio para gripe suína.”

A manchete principal, no tocante à distribuição de propina no Palácio do Planalto não é nada que surpreenda, se se considerar os reais ideais daqueles que tomaram o poder, por conta de um apagão na consciência nacional, e que em nada se diferenciam de outros bandidos conhecidos da sociedade, alguns presos e outros soltos, por força dos sempre bem vindos HC’s.

Não há como diferenciá-los dos meros bandidos, já que nada de útil fizeram ao ou pelo País, salvo a nefasta contribuição para a elevação do índice CRP, índice que mede a variação diária da corrupção na terrinha, atualmente de elevadíssimos pontos e excelentes resultados para os “investidores”.

Na página 02 do mencionado Jornal, na coluna “Frases da Semana”, consta uma atribuída ao cefalópode, comentando sobre o combate à corrupção no seu governo:

“Houve um tempo em que era mais fácil levantar o tapete
e jogar para baixo. Agora, não.”

Emblemático. Qual o tempo a que se refere? O anterior ao seu governo? O do seu governo, cujos párias políticos que o apoiam, mais o próprio, de tudo fizeram e fazem para evitar investigações das mais diversas? Não seria uma confissão dos atos criminosos praticados, e negação absoluta aos ensinamentos filosóficos da escola “malufiana”? 

Mas não só de corrupção se houve o governo, exageramos, até, no particular. Algo de bom ficou, ou melhor, se permitiu verificar a existência de um nicho ainda não explorado, do qual se encarregará as Organizações NewJaba, holding que congrega o JabaNews e as recentes criadas e já incorporadas JabaInvestment, JabaProjects, JabaTour, JabaInn, JabaAir-Linhas Aéreas Brasil para Todos e JabaInsurance, "antes que algum aventureiro o faça":

- A JabaInvestment, com recursos próprios, providenciará, após a obtenção das devidas licenças, inclusive a ambiental, a construção, em Brasília, do Museu dos Corruptos, os quais, em tamanho natural e cera, devidamente empalados, serão imortalizados;

- A JabaProjects se encarregará dos trabalhos iniciais de criação e maquete que, desde já se antecipa, terá o Museu a forma de um gigante molusco, todo em vidro transparente azul, com os tentáculos se estendendo por toda estrutura interna; 

- A JabaTour se encarregará de oferecer os pacotes especiais para a primeira excursão ao monumento nacional, já incluídas passagens aéreas e traslados (transporte aéreo e traslado por conta da JabaAir), hospedagem no JabaInn, café da manhã e jantar inclusos, passeios pela cidade, com guias próprios, em confortáveis ônibus da JabaTour, com direito à assalto, o mais próximo da realidade, parada para fotos panorâmicas, lembranças e cafezinho, além de opcionais para se conhecer os complexos penitenciários do País – extensão da viagem para outros Estados; e

- Para completa segurança e tranquilidade dos clientes, o "extra" do assalto, incluído no pacote, mais o próprio pacote, serão garantidos por apólices da JabaInsurance, sem nenhum custo adicional.

Voltando à reportagem, o final da chamada de capa faz referência à propicanagem para a compra do remédio Tamiflu – o famoso "tamo flu" – e que já foi objeto de matéria anterior intitulada “Trilogia”.

Ali alertamos para a continuação da saga com a Parte VI – Little Pig a revanche -, lembrando que na época do surgimento da gripe suína, quem agora fala em compra emergencial, alardeava, na ocasião, que o País estava preparado e aparelhado para enfrentar o novo vírus, o que se mostrou verdadeiro com a sucessiva morte de brasileiros.

E, como, epílogo, lamentavelmente, toda uma família é levada aos meios de comunicação envolvida em tráfico de influência e propicanagem. Sinais de um fim de governo onde tudo se fez e se fez de tudo.

E assim continua a campanha, acompanhada de escândalos e mentiras, cujos resultados investigatórios e seu ápice - a punição -, ficarão para algum dia, quem sabe.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Restaurante

Tempos atrás, em que o Governador aqui do Rio passeava de bicicleta, pelas ruas de Paris, feliz e a chorar de alegria, como se tivesse recebido um presente de aniversário ou de natal (lembramos que os crocodilos também choram quando abocanham a sua presa), a cidade vivia o seu dia a dia, com violência a cada esquina, até que bela vez noticiou-se a realização de um assalto, com arma pesada, a um restaurante carioca, fato que ocorreu pela madrugada.

O feito em questão nos fez elaborar um novo cardápio para os restaurantes da cidade, o qual, por alguma razão, não "foi aceito" pelos jornais:



Pratos:
. granada c/treisoitão;
. ak47 no espeto;
. fuzil ao curry;
. balas à milanesa;
. fatias de faca ao molho tinto.

De entrada:
. projéteis acebolados.

De sobremesa:
. Sonhos da eternidade.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

No Meu Governo

NO MEU GOVERNO, expressão sempre utilizada nas campanhas majoritárias, de há muito lembra canção de Roberto Carlos – com a permissão do Artista – assim entoada: “Daqui pra frente, você vai aprender quem é a gente, você vai ver o que gente faz, você não vai receber, nada, nada ...!”

E continua a campanha, um apregoando que no meu governo vou seguir o que se fez no governo anterior e aprimorar tudo o que de bom foi realizado (para alguns, nada, para outros, simplesmente, assalto, entre outras práticas de semelhante jaez ou não), outro que no meu governo vou criar, vou instituir, vou fazer e acontecer, vou manter aquilo que, de algum modo, de bom se apresentou (manutenção das bolsas eleitorais, não que sejamos totalmente contra, mas a forma como são distribuídas), outro mais, que não é nada disso, muito pelo contrário, é isso e aquilo outro, e tome isso e mais tanto isso e aquilo e que tais, e por aí vai, com a prática de atos reprováveis e inservíveis para o pleito, em desrespeito ao cidadão e ao regime político vigente, sem se esquecer, evidentemente, da dantesca comédia dos exóticos pretendentes presentes nas campanhas proporcionais, onde se vê, inclusive, inserções dos candidatos das campanhas majoritárias, arrotando e arrostando inúteis figuras de linguagem.

Realmente, é uma maravilha! Nada se cria, tudo se copia! E tudo se enriquece com “jingles” cada vez mais profissionais e sofisticados, manipuladores da massa beneficiada.

NO MEU GOVERNO deveria ser uma expressão que representasse, única e exclusivamente, os reais interesses do País – bem-estar da sociedade e crescente desenvolvimento nacional -; que representasse a sinceridade e a coragem de se dizer o que realmente se pretende fazer: programa de governo claro e objetivo, do qual pudesse defluir a honestidade de propósito e transmissão, próxima que fosse, do que se poderia esperar dos vindouros 4 anos, quiçá 8, benéficos ou não, conforme o resultado das urnas.

O tom professoral empregado nas campanhas, como se os ouvintes e destinatários fossem papalvos, imbecis, é, para considerável número, pernicioso, pois acaba por desaguar na indiferença, permitindo, com maior influência, o controle exercido pelas execráveis pesquisas de intenção, sabidamente não confiáveis.

Na essência, pois, NO MEU GOVERNO, expressão já utilizada em programas humorísticos de outrora, que, pelos anos já passados, demonstra o que, de há muito, se considera a classe política, poderia ser resgatada para, na utopia dos filósofos, ser levada a sua real e adequada posição: exteriorização dos propósitos; se honestos ou não, caberá aos eleitores dizer, sinalizando-se, assim, para o mundo, o nível cultural da população.

Falando-se em nível cultural, sempre interessou preceito constitucional vindo em 1988, pelo qual facultou-se o exercício do voto ao analfabeto, mas não o direito de ser votado. Interessante. Compreende-se a ausência do direito nos casos dos aculturados, os analfabetos de pai e mãe. Não se compreende, porém, com relação àqueles que, apesar de alcunhados como analfabetos, por não terem, por exemplo, vivido e vivenciado, o convívio escolar, adquiriram gama outra de conhecimentos, por linhas diversas de escolaridade, e que aprenderam, ao menos, como assinar o nome, qual o resultado de 2 + 2, que corresponde a 20% de alguma coisa etc. Assim, não seria nada demais aceitar-se que esses outros “analfabetos” pretendessem ascender a cargos políticos, porquanto, majoritário ou proporcional, o exercício da política é uma grande escola: desnecessário trazer a escrita, o quanto se aprendeu, porquanto ainda presentes na memória, os escândalos largamente estudados nos livros didáticos.

Enriquece-se, assim, o currículo acadêmico dos representantes da sociedade, dos entes federados e do Estado, algo, inclusive, utilizado como glórias do passado e honras do presente: assassinatos, seqüestros, assaltos a bancos, terrorismo etc., bela ficha criminal a ser levada para a cadeira presidencial, qual seja, a cadeia.

domingo, 19 de setembro de 2010

Trilogia

Nossas linhas de hoje, seriam dedicadas ao título “No meu Governo”. Fomos obrigados a deixá-las para outra oportunidade, vez que atropeladas pelos últimos acontecimentos na Casa Civil, não propriamente a denúncia de tráfico de influência e distribuição de propina, fato que não causa mais nenhuma surpresa - quem não se lembra de Dirceu e Gushiken, ao início do exercício do poder? – mais pela preocupação do Chefe de Estado em blindar o supostamente envolvido e abafar o caso para que não houvesse prejuízo à campanha de sua dileta candidata, que, a todo custo, quer impor goela abaixo da sociedade. Em suma: confundindo funções presidenciais com as de líder partidário, movimenta o executivo para anunciar o óbvio (o óbvio, que já conhecemos, da visão petista de corrigir as suas deficiências de comportamento). Veja-se trecho da reportagem de Marta Salomon, Agência Estado:

“Lula assume operação para blindar Erenice e culpar Serra por denúncias.

Coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o comando da contra ofensiva do governo e da coordenação da campanha da petista Dilma Rousseff para inocentar a ministra Erenice Guerra e jogar no tucano José Serra a culpa pela repercussão das denúncias de envolvimento da auxiliar, de um filho dela e de familiares em tráfico de influência na Casa Civil. Lula e o comando da campanha de Dilma mostravam muita preocupação com a possibilidade de as denúncias contra Erenice tirarem votos de Dilma. Por isso, decidiram pela rápida reação. Pela manhã, o presidente chamou os ministros mais próximos para uma conversa. Concluíram que o melhor seria anunciar que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) vão investigar se Israel Guerra, filho da ministra, está envolvido num esquema de tráfico de influência dentro da Casa Civil e cobrança de propina de empresários, como revelou a revista Veja.


Lula determinou que o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, convocasse entrevista coletiva, para informar a entrada da PF no caso, e que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciasse uma medida positiva em sua área, para se contrapor às denúncias de quebra de sigilo fiscal de contribuintes, fato muito explorado pela campanha de Serra.


A exemplo de Barreto, Mantega convocou entrevista coletiva. Anunciou que o sigilo fiscal de políticos ficará mais protegido do que o dos demais cidadãos.”

Encobrir suas deficiências comportamentais, jogando a culpa nos outros e protegendo “os seus” políticos, é a espúria visão petista de governo. Eis para onde vamos, o que nos espera, principalmente com a aparição do Chefe de Estado nas campanhas majoritárias e proporcionais, notadamente em palanques, como se nada tivesse para fazer na presidência; e nestes, recentemente, evoluindo de sua nacionalmente conhecida megalomania, para a aparente debilidade, quando, no calor da festa, desnudando sua visão de soberano, para os súditos entorpecidos, asseverou que um partido da oposição deveria ser extirpado da vida pública. E tudo isso, com olhos amenos da justiça eleitoral.

“Trilogia”, título destas linhas, inspirou-se na famosa saga da família “Corleone”  – O Poderoso Chefão – que em nada difere da "máfia palaciana", porquanto aquele que, alcunhando-se do nome de distinto molusco (ao ponto de registrá-lo em seu nome de batismo), já houvera anunciado, aos quatros cantos, que a Casa Civil era mais poderosa que a presidência, e que, por isso, talvez, por lá já passaram carimbadas figurinhas, três ao todo, em um mesmo governo. Difere, porém, do filme, quanto à "chefia": na ficção, a família foi "chefiada" por apenas dois "padrinhos".

Indo para os anos 60, década em que fatos outros marcaram a história do mundo, situamos nossas linhas nos anos de 65 a 68, anos em que se empreendeu a luta armada no País: jovens empunhados armas, guiados pelos ideais comunistas das “santas democracias” russa, chinesa e do estorvo cubano (que eliminavam os seus opositores com prática das maiores barbáries, iguais ou piores que às empregadas nos regimes fascistas e nazistas na II Grande Guerra), buscavam, a toda força, sem medir conseqüências, impor ao país um regime que o país não desejava, frustrados que estavam por seu intento já ter sido abortado anteriormente.

Para tanto, civis e militares foram assassinados em assaltos a bancos e em atentados realizados em aeroportos, atos de guerrilha urbana e rural foram empreendidos, igualmente, com morte de civis e militares, seqüestros ocorreram, para troca posterior por “companheiro” encarcerado, entre outros atos criminosos e abomináveis, tudo de perto acompanhado e apoiado pelo que, na época, se chamou de “esquerda festiva”, grupo que orbitava naquele tido por de “odiosos burgueses”, assim denominado pelos “anjos reacionários”, de ideologia pura.

Posta a casa em ordem e abortado, outra vez mais, o nefasto empenho da esquerda, alguns seguiram para o exílio, outros se auto exilaram, outros fugiram, até que, posteriormente, em ato final do governo militar, promoveu-se a anistia ampla e irrestrita, com o retorno da cambada – alguns abertamente, outros sorrateiramente - seguindo-se, ao depois, a assunção de Sarney à Presidência da República, força da morte de Tancredo (ainda eleição indireta por Colégio eleitoral), o movimento das diretas-já, a elaboração e promulgação da Carta de 88 (para alguns, de conteúdo revanchista), a eleição de Collor como Presidente, que não chegou a terminar o mandato, assumindo Itamar até seu o final, vindo, na seqüência Fernando Henrique e, finalmente, após 3 tentativas, e por perda da história e da consciência nacional, o governo dos petistas, que desde logo mostrou a que veio; sucessão interminável de escândalos que, como já se disse, seriam mais do que suficientes para enredo de novela global: O Chefe dos Mensaleiros, Corrupção e Bandidagem, um novo estilo de vida, Crime&Liberdade etc.

E, no meio disso tudo, ainda se teve lugar para, com apoio da “democracia venezuelana”, ferir-se a Constituição, quando se interferiu em assuntos internos de outro País, transformando a embaixada brasileira em hospedaria, criando-se, na oportunidade, o Movimento dos Sem Presidência, como a denominamos, à época:

“Honduras.
Depois de tantas trapalhadas, internas e externas, nosso governo se superou, ao transformar representação diplomática em albergue, hospedaria ou o que seja, permitindo-se que fosse utilizada como escritório político, além de se colaborar com a instituição e criação de um novo Movimento, o MSP – Movimento dos Sem Presidência, atualmente com um único instituidor, fundador, presidente de honra, entre outras tolices. Esperemos que não faça escola.”

Bons tempos aqueles em que não havia, entre outros, no comando do País, lulas, pallocis, delubios, valérios, dirceus, gushikens, genoinos, dilmas, Dilma que alegou ter 25 anos de vida pública, como se vê da reportagem de Gustavo Porto e Tatiana Fávaro, estadão.com.br):

"Indagada se as denúncias contra Erenice Guerra afetam a sua campanha, Dilma disse que tem 25 anos de vida pública e que nunca teve uma conta rejeitada: 'Nunca, em tempo algum, tive qualquer tipo de suspeita de irregularidade', afirmou. E arrematou: '

Não vou admitir que por conta do processo eleitoral
joguem suspeita sobre a minha conduta, 
a minha campanha ou os meus atos públicos.
Tenho clareza que sou uma servidora pública
e nesse processo eu tive um comportamento adequado.

"Servidora pública" é ótimo!

Chega-se agora ao epílogo, com a Trilogia antes anunciada: 

- Parte I – Surgimento das denúncias; 

- Parte II – O Presidente em Ação; 

- Parte III – Demissão da Ministra, com direito a capítulo especial (bônus), pelo qual a Comissão de Ética pública da Presidência da República, em reunião extraordinária, punira a Chefe da Casa Civil com censura ética, porque deixara de apresentar, àquela Comissão, um documento chamado de Declaração Confidencial de Informações, quando assumira a pasta, no mês de abril, documento esse que só apresentara há cinco anos, quando guindada à secretaria da Casa-Civil (reportagem de Tânia Monteiro, de o Estado de São Paulo, estadão.com.br).
Quando o calo dói, as maiores bobagens aparecem.

A saga, por sua vez, promete continuar com a:

- Parte IV – O Planalto já sabia (reportagem de Leandro Colon, estadão.com.br. - O Palácio do Planalto sabia pelo menos desde de fevereiro deste ano que havia um lobby funcionando dentro da Casa Civil e cobrança de vantagens para intermediar empréstimos junto ao BNDES);

- Parte V – Quem erra paga (Reuters, reportagem de Carmen Munari e adicional de Hugo Bachega - "Quando a gente está na máquina pública, a gente não tem o direito de errar. Se errar, a gente tem que pagar", disse Lula na entrevista. "Só existe uma hipótese nesse meu governo de ninguém ser investigado: é não cometer nenhum erro"- até hoje ninguém pagou), e 

- Parte VI – Little Pig, a revanche (reportagem de Andrea Vianna, estadão.com.br.) - A última edição da revista Veja associa um esquema de pagamento de propina na Casa Civil à compra do medicamento Tamiflu, usado no tratamento da gripe H1N1. A revista relata que o negócio teria beneficiado servidores da Pasta em julho de 2009. Na época, a presidenciável Dilma Rousseff ocupava o cargo de ministra da Pasta e Erenice Guerra, que a sucedeu, era secretária-executiva.

O Ministério da Saúde já divulgou nota, hoje cedo, em que contesta a reportagem. Segundo a Veja, o governo fechou em junho do ano passado uma compra emergencial do Tamiflu, com aval da Casa Civil. Teriam sido comprados mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões, em troca de comissão. A reportagem afirma que o advogado Vinícius de Oliveira Castro - ex-assessor da Casa Civil, que deixou o cargo na semana passada após denúncias contra Erenice - teria recebido R$ 200 mil.


"O Ministério da Saúde afirma que adquiriu 'quantidade suficiente do antiviral para tratar 14,5 milhões de pessoas' no valor global de R$ 400 milhões. Explica que o valor foi definido a partir de 'critérios exclusivamente técnicos', para tratar de 10% da população brasileira. 'As negociações do ministério com o laboratório resultaram num preço 76,7% mais baixo' que o de mercado, diz a nota. O ministério acrescenta que as compras foram realizadas diretamente com o laboratório Roche, único produtor do medicamento, sem intermediários. Segundo a nota, a 'Casa Civil não teve interferência no processo' e a vacina contra a gripe chegaria ao Brasil somente em 2010. Por isso, o Tamiflu 'era a única solução indicada contra a doença disponível naquele momento'."


Para quem não se lembra, quando da eclosão da gripe suína, em outros países, nossas autoridades encenaram, nos meios de comunicação, que estava tudo sob controle, que o país encontrava-se aparelhado para enfrentar os efeitos do novo vírus. Não tardou muito, mortes de brasileiros foram anunciadas, chegando ao ápice quando se contabilizou, no País, o maior número de ocorrências letais, por conta daquele vírus. E assim, de bravatas em bravatas, o brasileiro foi morrendo.

E vamos em frente. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PQM - Partido Quero o Meu

A instituição e constituição do PQM – PARTIDO QUERO O MEU (caso alcance o mínimo legal de filiação, será levado ao devido registro), por nós idealizado, há alguns meses, teve suas razões de criação dadas a conhecer, dias atrás, através de uma carta aberta divulgada, para alguns, por correio eletrônico, em função da aparição do Chefe do Estado na qualidade de cabo eleitoral de seus candidatos de preferência.

Na forma como anda a campanha eleitoral, com novos capítulos protagonizados pela “situação” – dossiês, quebras de sigilo e, o último, caso Erenice Guerra – e mais a falta – pelo menos até hoje não vimos – de propostas concretas de política governamental para os próximos anos – a não ser vamos fazer e acontecer, vamos instituir isso e mais aquilo, e outros tantos isso e aquilo mais, vamos, de qualquer forma, fazer mais, sempre e melhor, aprimorar o que não foi feito (que é aprimorar o nada) decidimos publicá-la. Se alguém tiver interesse em aderir ao PQM, fique à vontade:


CARTA ABERTA

Assistindo, recentemente, a quem atualmente ocupa a Presidência da República, deixando seus afazeres – que acredito (ou acreditava) sejam (ou fossem) muitos – para gravar em horário gratuito eleitoral vazias palavras em prol de candidata que pretende fazer sucessora, e de outros, de preferência, nas campanhas proporcionais – como se os eleitores fossem parvos e engolissem a respectiva parvoíce – e como se isso já não bastasse, considerando os últimos anos em que o País se viu assaltado por diversos bandos que, de comum, procuraram o mesmo objetivo – assalto à mesma fonte pagadora, entre outras práticas inomináveis – decidi, o que já deveria ter sido feito há bastante tempo, isto é, instituir o PQM – PARTIDO QUERO O MEU, cujos estatutos serão levados ao devido registro.


PARTIDO QUERO O MEU, não no sentido literal, exato e incontestável da expressão, qual seja, quero minha propina, quero dólares na cueca e em pastas executivas, quero a quebra do sigilo fiscal e financeiro dos meus inimigos, quero espúrios dossiês contra os inimigos, quero interferir nas investigações e práticas criminosas dos amigos, para que as mesmas não dêem em nada, quero a manutenção e aprofundamento dos laços de amizade com déspotas e ditadores – novos e antigos -, quero utilizar do dinheiro público em benefício próprio e de alguns escolhidos, quero superfaturamento para aumentar o caixa 2 – algo já dito como de costume, como de prática limpa no País -, quero a subserviência de todos, quero relações mais estreitas com movimentos sociais criminosos e grupos de guerrilha, quero a manutenção de mensalão e mensalinhos, quero tudo isso e muito mais, e que todos que comungam desses ideais recebam e continuem a receber dos cofres públicos suas compensações financeiras pela frustração que sentiram ao não transformar o País em um país comunista, no sentido do praticado em solos cubano, russo e chinês, no passado de décadas.


O que o PARTIDO QUERO O MEU pretende alcançar é algo muito superior, grandioso, infinitamente maior, que nem a mente criminosa mais brilhante daqueles bandos conseguiu alcançar ou imaginar. O que o Partido quer é:

. O RETORNO DA DIGNIDADE;

. O RETORNO DA CIVILIDADE, que alguns, em conceito distorcido da cidadania, esqueceram o que significa;

. O RETORNO DO RESPEITO AO PAÍS;

.O RETORNO DA PRÁTICA E DISTRIBUIÇÃO DA JUSTIÇA NÃO SEGUIDA DE ESCÂNDALOS;

. O RETORNO DO RESPEITO ÀS LEIS, COM A PRISÃO E SANÇÃO DAQUELES QUE A DESRESPEITAM E DESRESPEITARAM, NOTADAMENTE DOS MOVIMENTOS CRIMINOSOS E DOS QUE ASSALTARAM OS COFRES PÚBLICOS ;

. O RETORNO DO ORGULHO DE OLHAR PARA O PAÍS E VER UM PAÍS DECENTE;

. O RETORNO DO DIREITO À SAÚDE PÚBLICA DE EXCELÊNCIA, SEM DIREITO A MORRER POR ATENDIMENTO MÉDICO INALCANÇÁVEL;

. O RETORNO DO DIREITO DE VER A FORTUNA DA FARRA DE IMPOSTOS, EMPREGADA EM FALCATRUAS E EM OUTROS EXPEDIENTES INOMINÁVEIS, SER UTILIZADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE NA EDUCAÇÃO, INFRAESTRUTURA E NO BEM ESTAR DO PAÍS;

. O DIREITO DE VER A DECÊNCIA VOLTAR A OCUPAR A MENTE DOS HOMENS, PARA AFASTAR DO CONVÍVIO APANIGUADOS, DESPREPARADOS E DÉSPOTAS;

. O RETORNO DO RESPEITO AO LEGISLATIVO E ÀS INSTITUIÇÕES DO PAÍS;

. O RETORNO DA CONFIANÇA DE SE DEPOSITAR EM ALGUNS O DESTINO DO PAÍS;

. O RETORNO DA CERTEZA DE QUE OS CRIMINOSOS, SEJAM ELES DE QUE NÍVEL SOCIAL FOR, SERÃO DEFENESTRADOS DO CONVÍVIO SOCIAL E DA VIDA PÚBLICA;

. O RETORNO DA PAZ SOCIAL;

. ENFIM, O RETORNO DA SENSAÇÃO DE SER UM FELIZ BRASILEIRO FELIZ E ACREDITAR QUE ESSE É UM PAÍS DE HONESTOS; PELO MENOS QUE POSSA SER UM PAÍS EM QUE A MAIORIA SEJA HONESTA, PARA NÃO CAIR NA UTOPIA.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

JabaNews

JabaNews foi idealizado para ser um espaço aberto a todos que queiram exprimir suas opiniões a respeito do dia a dia do país, de sua cidade, no campo que melhor se lhes apetecer, como político, econômico, esportes, ou o que seja, e até no internacional, se assim o desejarem.

Falando-se na área internacional, ainda nos primórdios da germinação do Jaba News, tecemos algumas observações acerca da crise americana – sub prime – provocada pela política do Bush Jr., de incentivar bancos estrangeiros a investirem no ramo imobiliário local, aumentando, assim, o leque beneficiado com a aquisição financiada de imóveis, em situação aparentemente mais vantajosa.


Os efeitos de tal política de cedo foram sentidos: inadimplência generalizada (casas retomadas chegaram a ser anunciadas para venda por US$ 1,0), quebradeira geral (bancos e outras instituições), recessão, cobranças dos investidores e financiadores, como outros efeitos não menos devastadores. E tudo isso, na inteligência nacional, considerado como mera marolinha, mais tarde transformada em tisunami, cujo remédio imaginado foi o de reduzir determinados impostos e incentivar a aquisição de bens de consumo: linha branca e automóveis, estes, inclusive, a prazo longo de 72 meses. Nada como ser um endividado, mensagem para os menos afortunados.


Comportamento criminoso. O endividamento é grande, claramente perigoso para a classe chamada a se endividar, que suporta, no dia a dia, uma das maiores cargas tributárias do planeta e isso, em que pese os fundamentos da economia, oriundos do governo Itamar, terem permitido se suportassem os efeitos da crise econômica internacional.


Note-se, por exemplo, que a compra de um automóvel não se resolve na compra em si mesma; a compra de um veículo nada mais representa do que o acúmulo de boa gama de despesas – veículo não é investimento. E de despesas a primeira delas diz respeito ao combustível (sem combustível, o carro não anda): os alternativos – gás e álcool – sujeitos a repentinos aumentos e crises de abastecimento, como todos que deles se utilizam ou utilizaram, já tiveram conhecimento (e isso com uma economia estabilizada, segundo se alardeia, conquistada); já a gasolina, sabidamente uma das mais caras do mundo, seguindo-se outras despesas como manutenção, seguro, IPVA e licenciamento anual, igualmente caros, se comparados com a riqueza do País e a sua política de distribuição de renda.


Assim, em se conseguindo chegar ao final do financiamento, com os percalços de se abrir mão dos bens de necessidade, o crédulo ficará incrédulo com a carroça que tem em mãos e o tanto que despendeu em relação ao que dele se beneficiou: o emprestador do dinheiro.


Carroça, por outro lado, lembra o Collor que, junto com Jader, Renan e Sarney tornaram-se os mais novos amigos de infância da Corte.


E por aí foi, nas primeiras linhas idealizadas para a criação do Jaba News, com comentários sobre os vergonhosos atos secretos do Senado, presidência do Sarney, o qual, quando confrontado com os fatos, já contagiado pela proximidade do vírus da esperteza, limitou-se a dizer “não sei”, “não sei de nada”, distinto discípulo, como outros, da escola malufiana, pela qual se deve negar tudo: “nego”, “nego”, “não é meu”, e outras mais.


Ao iniciarmos, pela manhã, as presentes linhas, deparamo-nos com três manchetes envolvendo os "próceres" atuais.


A primeira delas veio estampada na primeira página de “O Globo” onde se diz, repetindo Zé Dirceu, “que o PT terá mais poder com Dilma do que com Lula”.


O que se quer dizer com isso? Ao final desses quase 8 anos de escândalos, praticamente diários, e que daria um belo enredo de novela global, o que se quer dizer, realmente, com isso? A situação vai se agravar, com a nova era dos petistas? Mais 4 ou 8 anos de pleno “sucesso”? O País, enfim, transformar-se-á em uma “democracia oportunista”, à semelhança da “democracia venezuelana”, que tanto os encanta, como a outros sem caráter?


A segunda, ainda do mesmo Jornal, se refere à declaração "presidencial" de que determinado partido político deveria ser extirpado da vida pública, manifestação essa atribuída, por um, aos efeitos do álcool, por outro – é o que deflui da leitura – à comparação (ou lembrança) de formação nazi-facista ao sentimento exteriorizado na alegria festiva do palanque.


Qualquer que fosse o estado – etílico ou não – é uma declaração grave e idiota, que permite pressupor ter sido a já nacionalmente decantada megalomania suplantada por aparente incapacidade de raciocínio; mais ameno, talvez, pela não compreensão do exercício da democracia, confundido com excesso de democracia, que encontra seus limites na livre manifestação do pensamento e no respeito ao próximo, algo apregoado pela Carta, já retalhada, de 88.


O cargo presidencial empresta certa liturgia, que deve ser respeitada. Não há como colocá-lo de lado ou transferi-lo para palanques e horários eleitorais gratuitos para, assumindo posição de cabo eleitoral, pedir votos para candidatos de preferência. Presidentes devem se manter eqüidistantes de pleitos eleitorais, salvo não tenham, realmente, o que fazer na presidência.


A terceira e última foi extraída do navegador “explorer”, e abaixo reproduzida:


“Lula assume operação para blindar Erenice e culpar Serra por denúncias.

Ed Ferreira/AE


Apoio. Dilma só falou sobre o caso após saber o que os ministros haviam dito.


Coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o comando da contra ofensiva do governo e da coordenação da campanha da petista Dilma Rousseff para inocentar a ministra Erenice Guerra e jogar no tucano José Serra a culpa pela repercussão das denúncias de envolvimento da auxiliar, de um filho dela e de familiares em tráfico de influência na Casa Civil.


Erenice Guerra, que sempre atuou como braço direito de Dilma, animou-se com o apoio do presidente. Ao saber que ficaria no governo, divulgou nota à imprensa com ataques a Serra, qualificando-o de 'aético' e 'derrotado'.


'Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um fato novo que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado', disse ela.


Lula e o comando da campanha de Dilma mostravam muita preocupação com a possibilidade de as denúncias contra Erenice tirarem votos de Dilma. Por isso, decidiram pela rápida reação. Pela manhã, o presidente chamou os ministros mais próximos para uma conversa. Concluíram que o melhor seria anunciar que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) vão investigar se Israel Guerra, filho da ministra, está envolvido num esquema de tráfico de influência dentro da Casa Civil e cobrança de propina de empresários, como revelou a revista Veja.


Entrevistas. Lula determinou que o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, convocasse entrevista coletiva, para informar a entrada da PF no caso, e que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciasse uma medida positiva em sua área, para se contrapor às denúncias de quebra de sigilo fiscal de contribuintes, fato muito explorado pela campanha de Serra.


A exemplo de Barreto, Mantega convocou entrevista coletiva. Anunciou que o sigilo fiscal de políticos ficará mais protegido do que o dos demais cidadãos.


Em seguida, a defesa do governo ficou por conta do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União. Ele afirmou que a CGU vai auditar contratos mencionados nas reportagens sobre supostas irregularidades na Casa Civil. A respeito dos pedidos feitos formalmente por Erenice para que a PF e a CGU analisem as reportagens, Hage comentou: 'É importante que ela manifeste interesse em esclarecer o caso e isso influencia na prioridade da apuração.' Mas não há prazo para as respostas. O governo trabalha com calendário curto - 18 dias - para abafar o tema, pois a eleição presidencial será no dia 3 de outubro.


Já Dilma, que no debate entre os candidatos na RedeTV!, no domingo, se recusou a pôr a mão no fogo por Erenice, além de pedir que todas as denúncias fossem apuradas da forma mais severa possível, também concedeu entrevista para defender sua ex-auxiliar tanto no Ministério de Minas e Energia quanto na Casa Civil.


Marcada para as 15h30, a entrevista de Dilma só ocorreu duas horas depois. Desta vez, a candidata apoiou Erenice e também acusou Serra de estar por trás das acusações.


A ministra da Casa Civil não se contentou apenas com a nota à imprensa. Divulgou outras duas, nas quais apresentou cópia dos ofícios encaminhados ao Ministério da Justiça e à Controladoria-Geral da União em que pede para ser investigada.


No primeiro, solicitou a adoção de 'procedimentos cabíveis' para averiguar as denúncias contra ela e sua família (no dia anterior a própria Polícia Federal já havia anunciado que iria entrar no caso); no segundo, requereu à CGU auditoria em contratos e procedimentos que passaram por ela.”


Da reportagem, destacam-se as seguintes passagens:


- a primeira se refere ao que foi dito pelo Ministro Mantega, no tocante a que anunciasse uma medida positiva em sua área, para se contrapor às denúncias de quebra de sigilo fiscal de contribuintes ou seja, o que de positivo se anunciou é que o sigilo fiscal de políticos ficará mais protegido do que o dos demais cidadãos. Mais protegido!, porque e do que? Para blindar a turba, blindar, expressão tão a gosto atual? Mais protegido porque, se a Constituição não diferencia da proteção ao sigilo os cidadãos daqueles "párias"? No que diferem estes daqueles? Das linhas não claras, qual o medo que os assalta?


- a segunda diz respeito ao prazo curto com o que o governo trabalha para “abafar” o caso; “abafar”, eita "nóis"... Lá se vai a podridão política no continuísmo diário na imundície ... País empobrecido em princípios e valores.


Daí que, com as candidaturas de conhecido comediante – tão criticada por integrante do alto escalão – de atleta do futebol, de artistas e de belas mulheres identificadas por deliciosas frutas e prazer, como disse um amigo, comissões e plenário funcionarão a pleno vapor: de dia, futebol, a tarde, shows, ao cair da noite, as extraordinárias noturnas, porque ninguém é de ferro.