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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Contra-informação

Jornais de ontem noticiaram, com base em documentos divulgados no WikiLeaks, reunião do quarteto da mão na jaca (o que sai mais o Zé, Palocci e Mercadante), ao ensejo da chegada ao poder, com o secretário de estado americano para o continente, na qual teriam externado posicionamento ideológico contrário aos seus ideais ditos históricos (adesão, por conveniência, ao pseudo “romantismo” autoritário idealizado por oportunistas de ocasião), pugnando estreitamento de relações com os americanos, ou seja:

a) alinhamento com estes e distanciamento dos estorvos venezuelano e cubano (palavras atribuídas ao quarteto);

b) as FARCS seriam tratadas como inimigo, caso ultrapassassem as nossas fronteiras, por se constituir grupo que age fora do processo democrático (palavras atribuídas ao Zé);

c) a participação do estorvo cubano no Foro de São Paulo (obra conjunta dos Trapaceiros, do mencionado estorvo e das FARCS), teve como principal “interesse desenvolver a esquerda na América Latina”, pois muito dos esquerdistas são “atrasados e ultrapassados” e “podem aprender muito com o modelo democrático do PT” (palavras atribuídas ao Mercadante);    e

d) a imagem do País seria resgatada para que funcionários públicos não parecessem “um bando de ladrões irresponsáveis”, nem o país “outra Colômbia” (palavras atribuídas ao que sai).


Considerando-se como não apócrifos os dados em questão, a contra-informação da Inteligência petista mostrou-se brilhante:

e) não só o que teria sido dito não aconteceu,

f) como os laços mais estreitados se deram com os referidos estorvos, aumentando-se a turma com o cocalero, com o equatoriano em que tudo enxerga golpe (como o que sai, no que toca ao mensalão), com o casal portenho, com o golpista da Nicarágua e mais os “democráticos” do Irã e da Coréia do Norte, entre outros não menos cotados;

 g) a democracia dos Trapaceiros muito ensinou àqueles esquerdistas atrasados e ultrapassados, com os anos de elevada corrupção, roubalheira e gastança desenfreada; como norte a perenidade no poder;

h)  as FARCS continuaram a flanar pelo País, sem serem incomodadas (se chegou a noticiar financiamento das campanhas dos petistas por aquelas forças, como, também, transferência de “know how” de guerrilha para a bandidagem nacional);

i) 50 anos da revolução cubana foram comemorados na Amazônia brasileira, com direito a discursos emocionados do que sai e da que vem, para uma extasiada platéia de seguidores e de convidados revolucionários “out side” , onde não se faltou oportunidade para dizer que o povo cubano é mais digno que o brasileiro (como se fosse possível e se pudesse divagar em contextos sociais, econômicos, políticos e históricos, totalmente diversos) etc.

A contra-informação funcionou; funcionou para àqueles que não têm conhecimento dos fatos, e que interessa assim continuem, sob os mantos do pai e da mãe da nação.

Não funcionou, porém, no caso dos mais esclarecidos: para estes, um grupo, apesar de tudo conhecer, acompanha a turba por interesses próprios, visando satisfação pessoal presente e futura; outro, que igualmente dos fatos conhece, buscou defenestrá-la dos ideais de poder, visando o retorno da decência e da honestidade para o País, em que pese algumas associações de duvidoso caráter.

É a podre política que apodrece o País.

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