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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nihil

Faltam poucos dias para o fim do nada e início do nada algum.

Salvo a existência de recursos para manutenção dos quase 40 Ministérios (inclusas secretarias com esse “status”) que irão apoiar o governo da que vem, para o aumento dos saldos bancários da turba (farra do Executivo) e da camarilha da Câmara Federal, além da eventual compra da Borboleta Vermelha, tudo o mais deve ser considerado como nada a se considerar, porque, logo após as últimas medidas restritivas de crédito, já se começou a falar em inflação e no seu controle, em aumento de preços, inadimplências e suas conseqüências etc., tudo isso guardado sob o tapete da arrogância e da mentira.

E assim, o prenúncio do engodo já deixou de ser prenúncio para se tornar realidade antes mesmo do início do governo da que vem; não há grana para cumprir com as intenções no campo educacional, arrostadas como uma das principais conquistas futuras da hoste, notadamente na erradicação do analfabetismo.

Notícias de ontem na imprensa, dão conta de que os investimentos em educação, no governo da que vem, alardeados em campanha como 7% do PIB, somente alcançarão esse patamar em 2020 (pós término eventual segundo mandato), até lá continua como está, 5% da verba possivelmente destinados a outros empenhos, já que a elevada taxa nacional de analfabetos e evasão escolar de muito já é conhecida.

E o engodo se desnuda quando o Ministro da pasta, que deve permanecer com a que vem, afirma que a meta de investimentos de 7% do PIB, ditos prioritários, antes e durante a campanha eleitoral, “foi pactuada no governo atual mas já no diálogo da transição”, ou seja, após conhecimento do resultado das urnas e das primeiras festivas comemorações dos embusteiros.

Educação, aliás, que não será prioridade no governo da que vem, como por ela próprio afirmado, ao tomar conhecimento, no início de novembro, dos dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento Humano que colocavam o País na mesma média de anos de estudo que o Zimbábue, o país africano com o pior IDH do mundo (“Prenúncio do Engodo”, editado em novembro passado).

É mesmo o fim do nada e o inicio do nada algum.

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