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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Maria do Rosário

Diz reportagem de Evandro Éboli, O Globo de ontem, pág. 10, que a Sra. Maria do Rosário, nova Ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos teria, em seu discurso de posse, insistido ou defendido a responsabilização do Estado brasileiro pelas violações cometidas no regime militar, com ênfase no período 1964-1985, por se tratar de uma dívida com os familiares e com os desaparecidos políticos.
Parecendo que Pindorama, realmente, irá trilhar esse caminho, se é para se tratar de “excessos”, a bola deve rolar nos dois lados do campo, como salientamos em nossa matéria “Doutrinação de Esquerda”, apurando-se as responsabilidades, crimes, violações e excessos praticados pelos “patriotas” guerrilheiros, financiados e treinados por governos comunistas da ocasião, alcançando-se aqueles que os apoiavam no País (aqui, incluída, a esquerda festiva), que buscavam, lá de trás (em período bem anterior ao que se quer enfatizar) derrubar, pela força das armas, o governo então vigente e implantar regime comunista no País, contrário aos desejos da sociedade.
Se assim não for, tudo não passará de um meio de vida oportunista movido pelo sentimento do passado frustrado presente de nítido caráter revanchista retrógrado, somente alcançável pelo apagão nacional que os levou ao poder, baixo surrado discurso.
A história de um País não se faz com o apego “unilateral” do passado; melhor exemplo que os corifeus atuais podem dar à sociedade, além de assumirem, publicamente, os seus crimes pretéritos e darem um basta no  oportunismo demagógico, é o de governar o País com honestidade, sinceridade e caráter, enfrentando o que se chama de problemas atuais e buscando suas soluções, para isso, pelo menos, foram eleitos e “convidados” para postos de relevo.
Mas se querem viver do e no passado, que eles mesmos criaram, do qual, vários de hoje não tiveram nenhuma participação e nem eram nascidos, e emprestar o tempo para minutos de “exposição”, que dele se utilize com excelência, voltem lá para os idos do avanço comunista nas Américas e esclareçam porque a sociedade se colocou em posição contrária aos seus ideais de então, que por motivos difusos ainda permanecem vivos, e que os levou a derrota.
Isto feito se houver interesse da sociedade (e não de meia dúzia de pingados), que sejam apurados e mostrados os excessos de ambos os lados e se responsabilize a todos, inclusive os que flanam livremente pelo País, que seja adequada a lei da anistia para todos e que se apliquem as devidas sanções, dando-se um basta no assunto, apagando-se os discursos vazios.


JabaNews


P.S.: Maria do Rosário Nunes: deputada federal (PT); nascida em 1966, 22 de novembro, Veranópolis - RS; pedagoga pela UFRGS, primeiro partido o PCdoB, pelo qual se elegeu vereadora em POA em 1993; em 1994 passou para o PT onde permanece até hoje; tirando os rompantes da adolescência, a jovem secretária nem era nascida ao início do período que pretende enfatizar.

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