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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oração à Decência

Já há algum tempo temos manifestado aqui no blog, como comentado em outros blogs de ilustres ideais que, para fazer frente à turba que tomou conta da “República”, somente com o agrupamento de propósitos de decência e de honestidade, propósitos estes, entre outros, que delineamos em nossa segunda matéria, no mês de setembro passado, sob o título “PQM”, que abaixo reproduzimos:
. O RETORNO DA DIGNIDADE;
. O RETORNO DA CIVILIDADE, que alguns, em conceito distorcido da cidadania, esqueceram o que significa;
. O RETORNO DO RESPEITO AO PAÍS;
. O RETORNO DA PRÁTICA E DISTRIBUIÇÃO DA JUSTIÇA NÃO SEGUIDA DE ESCÂNDALOS;
. O RETORNO DO RESPEITO ÀS LEIS, COM A PRISÃO E SANÇÃO DAQUELES QUE A DESREPEITAM E DESREPEITARAM, NOTADAMENTE DOS MOVIMENTOS CRIMINOSOS E DOS QUE ASSALTARAM OS COFRES PÚBLICOS;
. O RETORNO DO ORGULHO DE OLHAR PARA O PAÍS E VER UM PAÍS DECENTE;
. O RETORNO DO DIREITO À SAÚDE PÚBLICA DE EXCELÊNCIA, SEM DIREITO A MORRER POR ATENDIMENTO MÉDICO INALCANÇÁVEL;
. O RETORNO DO DIREITO DE VER A FORTUNA DA FARRA DE IMPOSTOS, EMPREGADA EM FALCATRUAS E EM OUTROS EXPEDIENTES INOMINÁVEIS, SER UTILIZADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE NA EDUCAÇÃO, INFRAESTRUTURA E NO BEM ESTAR DO PAÍS;
. O DIREITO DE VER A DECÊNCIA VOLTAR A OCUPAR A MENTE DOS HOMENS, PARA AFASTAR DO CONVÍVIO APANIGUADOS, DESPREPARADOS E DÉSPOTAS;
. O RETORNO DO RESPEITO AO LEGISLATIVO E ÀS INSTITUIÇÕES DO PAÍS;
. O RETORNO DA CONFIANÇA DE SE DEPOSITAR EM ALGUNS O DESTINO DO PAÍS;
. O RETORNO DA CERTEZA DE QUE OS CRIMINOSOS, SEJAM ELES DE QUE NÍVEL SOCIAL FOR, SERÃO DEFENESTRADOS DO CONVÍVIO SOCIAL E DA VIDA PÚBLICA;
. O RETORNO DA PAZ SOCIAL;
. ENFIM, O RETORNO DA SENSAÇÃO DE SER UM FELIZ BRASILEIRO FELIZ E ACREDITAR QUE ESSE É UM PAÍS DE HONESTOS; PELO MENOS QUE POSSA SER UM PAÍS EM QUE A MAIORIA SEJA HONESTA, PARA NÃO CAIR NA UTOPIA.

Já na campanha da continuidade, divagávamos sobre o continuísmo das “intenções”, da toda sorte de crimes para se atingir a sucessão e, por conseqüência, o falso projeto do falso governo falso, em matérias como “Nihil”, “Prenúncio do Engodo”, e outras, o que vimos, após a confirmação da vitória, nos discursos vazios que se seguiram, desmoralizadores e desmontadores das mentiras de governo e de campanha, como antecipado.

Logo depois os primeiros sinais das disputas pelos despojos de guerra, que trilhou todos os caminhos possíveis e imaginários da imoralidade, travadas, ferozmente, entre o PMDB e o PT, levando a que já veio a ameaçar a turba com o desemprego nos 2º e 3º escalações, caso não aprovassem o mínimo “minimorum”, e que os “rebeldes” seriam tratados a pão e água.

Semana passada, o PMDB, alardeando 100% de fidelidade ao governo, anunciou a cobrança de sua parte no butim, alegando que agora não têm mais chance para conversa; sinal dos tempos, em que a República foi tomada por um bando armado e não armado.

Neste "intermédio" ainda se encontrou tempo para o revanchismo retrógado, com o achincalhe das forças armadas, patrocinado pela OEA, com apoio de alguns organismos brasileiros, para sandices de minutos de exposição da OAB-RJ, para festas da turma criminosa e “recall” de suas peças, presidência do Congresso para o execrável do maranhão, nos primeiros dois anos para, depois, assumir o Calheiros (acordo do PMDB com o PT), divisão da presidência da CCJ da Câmara entre Paulo Cunha e Berzoini, criação de uma tropa de elite, para a “defesa” dos encarcerados, manutenção de criminoso italiano no País, discurso de posse que não passou do rol de intenções vindo da campanha presidencial, vergonhoso aumento de subsídios e de cargos no primeiro escalão, entre outros atos inqualificáveis, tudo assistido pela massa de eleitores embevecida e endividada pela criminosa irresponsabilidade governamental, como, também, por aqueles a quem pouco importa o regime e o sistema de governo, desde que não prejudiquem os seus interesses.

Enquanto isso, no oriente médio e no continente africano, movimentos nacionais eclodem “rumo à democracia”, enfoque da mídia tupiniquim, esquecendo-se, porém, da nossa democracia, já de “rumos autoritários”, talvez por desconhecimento da nossa história, ou por relações outras com o governo.

Os acontecimentos no Egito nos animaram a escrever a matéria “Brumas do Passado”, na qual lembramos o seu passado glorioso, dos grandes Faraós tebanos, no trato e respeito aos cidadãos, confluência de poder e justiça.

Da mesma forma podemos, aqui, lembrar dos iranianos, de igual passado glorioso, de mesma consciência de poder e justiça daqueles Faraós, quando, por exemplo, asseveravam a boa fé de alcance universal, ditada pela divindade suprema conhecida por Mitra, qual seja, “a de que nenhum convênio deveria ser quebrado, mesmo aqueles celebrados com os ímpios, pois tanto a estes como aos homens piedosos se deve a fidelidade” ou o sentimento moral que era da essência espiritual do Rei:o rei ama o que é reto e odeia a iniqüidade; se não gosta que o inferior sofra por culpa do superior, também não aceita que este seja vítima do abuso daquele” (sentimento moral que evoluiu, na nosssa terrinha, para "o governo ama o 'reto' do povo").

Sentimentos antigos, de “mil” anos antes de Cristo, que até moldaram o cristianismo, e que se perderam nas brumas do tempo, por conta de guerras que destruíram aqueles anos gloriosos; até os assírios, conhecidos historicamente por sua crueldade perante os vencidos, também, tiveram, na “paz”, os seus momentos "tebanos e iranianos".

O que hoje ocorre, lá por aqueles continentes, é a história viva e real do que registrado e consagrado nos grandes livros: o povo, cansado da iniqüidade e do profundo poço que os separa da riqueza de poucos, aliado aos problemas sociais então presentes, está praticando os mesmos movimentos, em outra grandeza, tal como os praticados no passado, no afã de permitir que novos governantes os governe; o que vai acontecer, depois, é outra história.

O enfoque tupiniquim é totalmente diverso dos elementos históricos, enfoque de momento, em que muitos alardeiam que o País deveria seguir os passos daqueles, agora, inconformados, esquecendo-se que os inconformados são massa de manobra, como na nossa terrinha - na essência, é a troca de poder. Um pouco de história cai bem para os arroubos momentâneos. Mas qual democracia a mídia estaria enxergando para aquelas culturas totalmente desconhecidas em seus hábitos e tradições milenares, por quem se encontra emprestando linhas de conhecimento nos jornais? Aquela do velho mundo? Aquela vinda da revolução francesa, de onde se originou a famosa divisão “direita e esquerda”? A democracia das Américas? Ou a “democracia” brasileira, que já daria bom número de páginas policiais na imprensa escrita?

O que interessa é que o nosso País está vivendo momentos de pura quebra de princípios, de imoralidade acentuada, de crimes de toda sorte, e de pura doutrinação de ideais já carcomidos pelas pedras sepultadas por passado de muito esquecido; os exemplos atuais, para quem se permitiu a continuidade do governo, enganam, apenas, a massa manobrável e interessam apenas aos capitais para quem pouco importa quem seja governo, mas, suficientes para subjugar os ensinamentos de um todo passado histórico.

Não estamos aqui para falar sobre história, sobre a evolução dos povos, sobre guerras que levaram do bem para o mal e vice-versa, sobre passados gloriosos e não gloriosos, sobre religião e princípios, mas, para acentuar os rumos que estão se delineando sobre um povo agraciado com vinténs e sobre um povo que não mais se interessa, acomodado nos seus próprios e egoísticos interesses – redundância.

Ao abrirmos estas linhas, falamos em agrupamento de propósitos de decência e de honestidade, tais propósitos representam o título “Oração à decência”, e só neles vemos ou enxergamos o que possa modificar o que ora acontece no País; não há lugar para só alinhavar comentários, carreados de ironia, indignação ou ofensas. Enquanto assim continuar, aqueles a quem se dirige a indignação, que nos perdoem os leitores, estão “cagando e andando”.

Nossa oração reside no resgatar aquele histórico de respeito e decência e dele fazer um exemplo; como salientamos em outras paragens, o exemplo é suficiente para frear o que acontece nos poderes constituídos, podendo-se obter o intento com o agrupamento antes referido, ou com uma avalanche de representações junto ao Ministério Público e ações judiciais de outra ordem.

Falando-se em poderes constituídos, noticiou-se, dias atrás, com pouco destaque, que o Ministro Joaquim Barbosa, lá do Supremo, relator do processo do “Mensalão”, teria chutado, para 2012, a divulgação do seu “voto” sobre a matéria, ao argumento de que precisava de mais um ano de solidão na guerra interna da consciência (conhecida, também, por guerra dos neurônios) para manifestar seu posicionamento (nossas opções ficaram reduzidas ao agrupamento de ideais), o que deve ter sido recebido com júbilo pelo partido dos trabalhadores, que já anunciou movimento nacional no correr de 2011, para desmistificar o “mensalão” e resgatar as figuras do bando dos 40.

Eis aí nossa “democracia”, a merecer um pouco mais de atenção pela mídia tupiniquim e por quem, realmente, por ela se interessa.

JabaNews


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