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terça-feira, 1 de março de 2011

Enganação de primeira ou confissão de atos pretéritos


A matéria acima informa que a nova Secretária de Direitos Humanos, debutando na ONU, deverá criticar as ditaduras do Oriente Médio.

Do discurso em questão, duas são as interpretações que tiram o cansaço dos nossos neurônios.

A primeira delas a de que o discurso não passa de pura enganação, discurso para platéia, diante dos movimentos orquestrados que eclodiram tanto no continente africano como no oriente médio e de sua repercussão no velho mundo e nas “Américas”, dos quais o País ainda é dependente, tanto em capitais como em tecnologia.

Não é demais lembrar que os regimes que ora se pretende criticar, sempre encantaram a turma da continuidade, tanto nos últimos 8 anos, como em décadas anteriores, como, também, de regiões próximas as dos atuais “conflitos” (que nada têm de ares de democracia, e ao que nos parece, mera troca de poder, com mesma visão de poder, talvez mais amena, em função dos atuais oportunistas do ocidente), das quais, os aprendizes de guerrilheiros foram, de muito, buscar inspiração e formação para, no último frustrado intento pelas armas, transformar a nossa terrinha em uma extensão de regime comunista, viés autoritário que atualmente se desenha, graças ao duplo apagão nacional. E, pela lembrança, não se viu, em nenhum momento, a turma atual declarar posição contrária aos regimes que sempre a animou.

Já a segunda interpretação recai na confissão da prática de atos criminosos passados.

Admitindo-se como verdadeira a posição da turma da continuidade de intransigência com relação a regimes autoritários, e se não for incoerência ou pura enganação, mas, constatação de como se deve “tocar” um país, trata-se de inegável reconhecimento da responsabilidade quanto aos crimes praticados no passado, praticados com mesma inspiração, influência e formação daquelas ditaduras que hoje criticam, mas que do seu regime de governo queriam implantar no País.

Sendo, pois, a hipótese, a turma em questão deve assumir, de imediato, a responsabilidade pelos atos criminosos praticados no passado, devolvendo aos cofres públicos as milionárias indenizações deles subtraídas, dispensando-se o mesmo tratamento a quem a defendeu nessa ignomínia, submetendo-se ao mesmo processo de apuração de verdade que querem impingir, unilateralmente, aos militares e às conseqüências que querem ditar.

Nesse contexto, devem, igualmente, assumir, os crimes e assaltos praticados aos cofres públicos nestes últimos 8 anos, com a devolução dos frutos da criminalidade e suportando as conseqüências daí decorrentes.

Mas isso é pedir demais.

Ficamos, pois, com a primeira interpretação.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...
    Por pura ironia:
    Maria do Rosário irá se pronunciar na ONU sobre o Oriente Médio?
    Como secretária de direitos humanos, incansável defensora das liberdades, por ser coerente como somente ela pode e consegue ser, com certeza não furtará o momento de abrir a boca e questionar a liberdade na ilha da fantasia caribenha, mais conhecida por Cuba; assim como poderá aproveitar e falar contra Hugo Chavez que aos poucos, tortuosamente minou a população venezuelana; criticar as FARC que sequestram e matam inocentes há décadas e o próprio governo da qual faz parte, e que a título de se manter no poder explora as necessidades da classe C com bolsas família, escola, gás, leite, etc...
    Essa guria terá seu momento de glória na ONU pois mostrará a seus eleitores até onde pode chegar alguém que sabe manipular, ou em outras palavras até onde pode chegar uma petista que encherá a boca, da maneira mais dissimulada e com a maior cara de pau do mundo, para falar em e de democracia.
    Realmente vivemos o fim dos tempos.

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  2. é meu caro,
    é mesmo o fim dos tempos.
    somente por ironia a dona maria do rosário poderia falar sobre os regimes que encantam os seus pares, egressos de movimentos "democráticos", de cuja época a dita cuja nem era nascida e não se sabe nem de onde foi obter os conhecimentos que não possui.
    abs.,
    jabanews

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