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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os abutres também têm fome

Notícias de hoje dão conta de que a OEA, por sua Comissão Interamericana de Direitos Humanos, recomendou aos tramoienses governamentais a suspensão do processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, ao argumento de prejuízo para as comunidades indígenas, ou, como diz, por exemplo, a reportagem de Eliane Oliveira e Mônica Tavares, “a comissão afirma que a vida e a integridade pessoal dos indígenas estariam em risco devido ao impacto da construção da usina”, recomendando, ainda, que aquelas comunidades tenham acesso ao estudo de impacto social e ambiental do projeto (O Globo, 06.04).

Noticiou-se, também, que a reação da que já veio foi imediata, determinando a chancelaria nota “à altura” demonstrando “perplexidade”, seguindo-se palavras do Patriota porta-voz assim registradas: “o governo brasileiro, sem minimizar a relevância do papel que desempenham os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, recorda que o caráter de tais sistemas é subsidiário ou complementar, razão pela qual sua atuação somente se legitima na hipótese de falha dos recursos de jurisdição interna”.

Na balada, a “guria” da Secretaria de Direitos Humanos disse ao Zero Hora, que a “OEA foi desmedida no caso Belo Monte”, seguindo-se, ainda, críticas da ANEEL à posição da OEA, conformem informam a Agência Brasil e Folha.

No contexto, com a mudança de comando na Vale, já se fala da presença desta na construção da Usina em substituição a consórcio que foi além dos sapatos, demonstrando-se o empenho ferrenho dos tramoios na troca do todo poderoso da empresa: reino da bufunfa, pois nele é que tudo se resume.

Mas, a atual posição crítica, fundamentada no caráter subsidiário ou complementar da atuação da CIDH/OEA, que só se legitima na hipótese alentada pela Chancelaria, não foi observada quando da indevida interferência daquela mesma Comissão em assunto interno do País, já definido e sacramentado pelo Supremo, envolvendo a questão do Araguaia (nossa matéria intitulada “OEA”, de 16.12.2010), que tanto alegrou a turma da continuidade, à “moça” da Secretaria de Direitos Humanos e até ao cara à frente do Ministério da Justiça, além de outros que entram em êxtase quando nas tintas dos Jornais. Aliás, o da Justiça, chegou a dizer que as decisões daquela Comissão se sobrepõem às decisões do Supremo Tribunal Federal, seguido pelos citados extasiados.

Já disse o Supremo, para quem não háfalhas dos recursos de jurisdição interna”:
se é verdade que cada povo resolve os seus problemas históricos de acordo com a sua cultura, com os seus sentimentos, com a sua índole e também com a sua história, o Brasil fez uma opção pelo caminho da concórdia”.
uma sociedade que queira lutar contra os seus inimigos com as mesmas armas, com os mesmos instrumentos, com os mesmos sentimentos está condenada a um fracasso histórico”.

(Ministro Cezar Peluso, Presidente do Supremo, contrário, como a maioria de seus pares, à oportunista e demagógica revisão da lei da anistia, assim pretendida pela OAB, em relação aos agentes do Estado)

Em assim sendo, e para que não dêem um tiro no pé, ou terminem por justificar o título da matéria, de duas uma: ou abortam a ignomínia que se traduz na Comissão do direito à verdade unilateral, consoante argumentos da Chancelaria e posição do Supremo, ou acatam as recomendações da OEA, no caso Belo Monte, nos termos da posição do cara do Ministério da Justiça:  não há lugar para incoerências e/ou dúvidas monetárias.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...

    Desmedida deveria ser o segundo, senão o primeiro nome de Maria...a moça dos direitos dos outros. Digo direitos dos outros pq. pelo pensamento da guria os direitos são somente daqueles que estão do seu lado, não importando quem seja.
    Dá para abrir um Rosário das vezes que a guria de Veranópolis (a coisa nasceu na terra da longevidade na província de São Pedro do Rio Grande do Sul mas como toda regra tem sua excessão...) foi desmedida.
    Maria a protetora foi desmedida ao abraçar um ladrão, deixando a vítima de lado.
    Maria a destemida foi desmedida ao descobrir um parente com menores de idade numa blitz contra a pedofilia.
    Maria a justa foi desmedida na reação ao caso Bolsonaro x 50% afro-descendente Gil.
    Maria a valente foi desmedida quando ofendeu Bolsonaro chamando-o de torturador, o agrediu verbalmente, ameaçou e só calou-se quando foi avisada que se agredisse fisicamente o ato seria revidado.
    Maria a bela, foi desmedida ao "correr" pelo plenário da Câmara de Deputados para subir à mesa diretora e avisar ao presidente não tão inocêncio...de oliveira, que Clodovil Hernandes havia dito que certa deputada petista era tão feia que não serviria nem para pu... (aqui faço um break: a distinta deputada, logo após o caso, andou fazendo um recauchutagem e parece que continua não servindo prá p....).
    Maria é assim... doentiamente desmedida desde que possa se esconder atrás da falsidade de sua uma ideologia.

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  2. olá sicário,
    como sempre, muito bom, nada mais por dizer com relação à "desmedida".
    vamos esperar para ver qual será o resultado das incoerências e dúvidas monetárias.
    abs.,
    jaba

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