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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Brasil não é Holanda

O Brasil não é Holanda, Holanda, por excelência, país das liberdades, que já teve lá os seus percalços na carruagem da historia, mas que por lá fiquem, já que não interessam a estas linhas (foto ao lado do Estadão; turma brasileira da erva).

Além das conhecidas atrações de Amsterdam, como o Museu Casa de Rembrandt, Museu van Gogh e a Casa de Anne Frank, outras que muito fomentam a economia turística são as da zona do meretrício – Red Light District – e a dos bares – coffeeshops – aonde os chegados a erva dão lá seus “tapinhas” – o que já foi até motivo de discussão em 2007, por conta da proibição de se fumar em bares a partir de 2008, o que poderia prejudicar o “embalo” do turismo cannabis sativa ­– local em que os “chapados” também vão às nuvens com o “delicioso” chá de cogumelos – magic mushrooms.

Mas Brasil não é Holanda: lá, a liberalidade consumista “satisfativa” é atração turística, movimenta a “economia do setor”, lembrando ser aquele Pais um dos mais democráticos do planeta; aqui, onde a democracia deixa sérias dúvidas, o assunto é diferente: além de não ser atração turística, desagrega famílias, leva ao consumo de drogas mais fortes, a prática de crimes e até mortes por overdose; aqui, até ontem, na evolução dos meus conhecimentos, segundo a ordem legal que me parecia vigente, e que já se vai ao tempo, apologia à droga é crime.

Contudo, nas vociferantes manifestações de liberdade de pensamento e de reunião, um bando de desocupados, ávido por dar um “tapinha” e, em verdade, fazendo apologia ao consumo da droga, consegue o direito de assim se manifestar nas ruas do País, separando-se, na linha tênue do “baseado”, aquelas garantias fundamentais dos atos criminosos da apologia.

Abstraindo-se da ingenuidade, o foro adequado para discutir legalização das drogas é o Congresso Nacional, e não as ruas, no qual, os "caras", poderiam se valer de iniciativa popular e legislar sobre o assunto.

Do jeito que a coisa anda, outras marchas deverão surgir por aí, como a da liberalização da cocaína, do haxixe, do crack, o das Luzes Sinalizadoras de Delírios (LSD), e tantas outras mais que interessem à nova geração de alucinados, como, também, não impossível de se prever, movimento executivo-legislativo criando-se, por Medida Provisória, o Ministério da Droga, mais uma entre as tantas que já foram criadas: comprar maconha no SUS é pho .......... !

De qualquer forma poder-se-á transformar o País no País das marchas, realizando-se a marcha contra as drogas, a marcha contra a permanência dos criminosos no poder, a marcha contra as cagadas jurídicas, a marcha pela extinção ou pelo banimento do PUN – Partido Único Nacional – e mais as que o imaginário idealizar.

E ainda, segundo informa ESPN.com.br, o Orçamento da Copa será mantido em sigilo, por conta do “interesse do Estado e da sociedade”.

Haja droga!

Lembrando Bezerra da Silva, vou apertar, mas não vou acender agora....

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...

    Postagem um tanto tardia mas não posso deixar de comentar.
    Realmente Brasil não é Holanda. A bem da verdade, histórica, o mais próximo que chegamos da Holanda foi quando da invasão holandesa e o princípio de uma "colonização" da cia. das índias em território pernambucano. Conjeturando...se holandeses não tivessem sido expulsos de Pernambuco, talvez um certo Luiz Inácio estivesse em sua terra, aposentado por ter realmente trabalhado honestamente e não pregando na América Latrina, a idéias retrógradas de Fidel, o câncer caribenho.
    Os brasileiros que tanto falam contra a colonização, em pleno século 21, se portam como coloniais pois insistem em copiar o que as sociedades tem de pior. Se FHC e sua chapação teórica e outros tantos defensores das liberdades, assim como ministros do STF, pensam que ficará nisto estão redondamente enganados. Após esta marcha, outras virão...até que o consumo seja liberado e pq. o próprio STF autorizou qualquer manifestação como sendo de livre pensamento. O STF permite falar mas não consumir; convenhamos qual a diferença entre levar um galho da planta, uma foto ou acender o baseado...? Para quem quer dar o recado, ou melhor, para bom entendedor meia palavra, meia imagem, meio galho bastam. Sinceramente a meu ver, não há diferença alguma!
    Uma liberação nos moldes de Holanda e Suíça que, é bom lembrar, estão pensando em rever este posicionamento, depende da integridade de governo e cidadãos que vendem as drogas em seus estabelecimentos. Uma sociedade íntegra formam um país onde leis são cumpridas. Talvez este pequeno detalhe seja o diferencial.
    Na falta do que falar, meia dúzia de imbecis, conseguiu com o apoio de decrépitos ex-presidentes e outros aproveitadores, fazer com que o STF parasse para analisar um caso que, sequer deveria ter entrado em pauta. Qualquer viciadinho pode carregar seu baseado sem que seja preso e pelo que vemos nas ruas o consumo é liberado, até pq. a imprensa só fala de crack, como se fosse a única droga existente, e a polícia está mais preocupada em pegar pedras de crack do que combater outros crimes. Num país onde a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e orgãos de fiscalização sequer tem pessoal ou conseguem fiscalizar a venda de remédios controlados, me parece uma estupidez discriminalizar e até liberar o uso de qualquer droga.
    Mas em se tratando de Brasil, é bem possível que alguém em Brasília esteja querendo abrir um negócio ou legitimar uma "empresa".

    Sicário

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  2. olá sicário,
    não há comentário tardio; linhas de boa cepa, de excelência, são sempre bem vindas a qualquer tempo.
    a marcha da apologia trouxe-me a idéia de mandar fazer uma camisa, com os seguintes dizeres: na frente, "vou apertar, mas não vou acender agora ..."; nas costas "Soc. dos amigos dos Tapinhas e das Fungadas."
    seu comentário vai para a página central do blog.
    abs.,
    jaba

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