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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Reproduzindo soneto de Olavo Bilac

Creio que o soneto é este:


Soneto à Pátria

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este!
Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta!
A Natureza, aqui perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que a vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! Jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece.
Criança! Não verás nenhum país como este!
Imita na grandeza a terra em que nasceste
!


Está na hora de se retornar aos valores - civismo, moral e civilidade - do contrário o País será carcomido e corroído por párias e escrotos.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...

    Este soneto mesmo.
    Somente alguém como Olavo Bilac poderia demonstrar por escrito tanto amor por aquele país digo aquele pq. o Brasil de hoje é outro.
    Acredito que no seu ufanismo, Bilac sem querer, numa simples rima, profetizou o Brasil do século 21, até pq. se atentarmos ele cita a "multidão de insetos", o que a meu ver, é um tiro na mosca.
    Infelizmente não tem como dissociar o país do governo, pq. o governo é a representação do povo que o elegeu e o povo também forma a nação.
    Portanto: criança ama a terra em que nasceste...não verás país como este.
    E não verás mesmo!

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  2. olá sicário,
    este soneto me acompanhará, espero, até na travessia; soneto, que acredito, esteja presente na estrutura da alma dos que têm caráter; soneto que agradeço por lembrar-me, quando do seu último comentário - fui buscá-lo lá nos alfarrábios; soneto que deveria ser ensinado aos atuais "escolares".
    abs.,
    jaba

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