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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Retorno às origens


Se você não consegue ver uma coisa,
não quer dizer que ela não exista.

A frase acima, que consta da penúltima postagem, denominada “Divagação”, me veio à escrita em flashes de memória de um documentário que assisti sobre o massacre de Ruanda que, se não estou enganado, ocorreu em 1994, patrocinado por facções radicais hutus contra tutsis e hutus moderados. Segundo informações da ONU, cerca de 800 mil pessoas foram assassinadas no que ficou conhecido como o genocídio de Ruanda. Tal frase fora dita pelo General responsável pelas forças de paz da ONU ao seu segundo em comando quando, em divagações sobre os problemas ruandeses, este último comentara não enxergar nenhuma possibilidade de levantes criminosos.
 A frase em questão destina-se, aqui na terrinha, àqueles que compõem a massa manobrada por quem dominou o País (que parece já começou a enxergar alguma coisa), e que o dominou não só por conta dessa massa que acreditou em palavras vazias, veio da esperança mentirosa e inalcançável, por força mesmo do desconhecimento e cultura, como, também, por conta do capital que apostou suas fichas em aumento mais rápido da riqueza e naqueles que, apesar de possuírem escolaridade bandearam-se, por já bandeados ou não, para as bandas do espírito doentio e egoísta.
Não é nenhuma novidade que após a assunção do governo pelos civis, o País experimentou um processo de perda de valores, de toda ordem, notadamente da sua própria história, dos seus símbolos e da cidadania, que mais se acentuou nos 8 anos e 6 meses de governo do “governo atual”.
Nos atuais 6 meses de continuidade dos últimos 8 anos, nada aconteceu no País que não capítulos diários de escândalos e corrupção, imoralidades administrativas de toda sorte, embates diários por arrumar um lugar na cadeia de comando, ainda sem fim, troca de seis por meia dúzia, culminando com algo extremamente vergonhoso, que foi a manutenção de criminoso comum no País, já sentenciado em seu País de origem, ao qual ainda foi concedido visto de permanência, em posse do qual poderá aqui viver candidamente.
Escárnios dos escárnios têm-se, também, a tentativa de se manter em segredo os gastos da Copa, para o qual o País, atualmente, não tem o menor preparo ou infra-estrutura, e nem falo, aqui, das hipocrisias de momento, como o “casamento” daqueles chegados ao mesmo sexo e a “marcha” dos desocupados e vagabundos, em clara apologia criminosa. E nem vou mais longe, com os benefícios concedidos pelo CNJ à magistratura, como o “auxílio alimentação”.  A espiral crescente de imoralidades chegou ou já ultrapassou o fundo do poço.
Para isso ter fim, não vejo alternativa, política ou não, que não seja a de expulsar do governo essa turma de párias, na tentativa de resgatar a imagem que o País já perdeu, começando, pois, do zero, com o retorno às origens da decência.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...

    O documentário é interessantíssimo para se entender as relações tribais, os interesses políticos, incluíndo aí a ONU, organismo criado para gerenciar diferenças e que muitas vezes através de seus organismos se presta a incentivá-las. O título do documentário em português é "Apertando a mão do diabo" e foi baseado no livro escrito pelo general canadense que comandou as tropas da ONU, quando do conflito.
    Pelo documentário podemos ter uma idéia de como a massa desinformada, se "bem" conduzida, pode cometer atrocidades em nome de religiões, partidos políticos, ideologias, etc...
    A politica da esquerda para o Brasil da era PTralha é justamente aumentar as diferenças, sejam elas quais forem (cor-sexo-religião, etc..) para manipular as ditas minorias conforme a vontade delas mas de acordo com o desejo do governo.
    Toda sorte de crimes são cometidos para justamente confrontar quem é contrário ao poder vigente e nisto estamos perdendo. Se analisarmos os atos da quadrilha no poder, do ponto de vista militar, veremos ações de um grupo inimigo que lança ataques diários para ver a capacidade da nossa reação, assim o que a quadrilha faz é fustigar a sociedade pensante para medir capacidade de reação dela e é isso que norteia seus próximos passos.
    Somos uma nação de São Tomés, os que só acreditam vendo, e mesmo com tudo que é denunciado e divulgado parece não ser suficiente para uma parcela idiotizada que sequer consegue pensar por si própria e é aí que entra a imprensa engajada que apresenta a verdade de quem escreve somado ao interesse de quem paga.
    A inversão de valores é visível e risível, principalmente quando as instituições "superiores", a elite pensante e dirigente se curvam perante ideologias e permitem que a massa seja manipulada por minorias imbecis e cobertas de má intenções.
    Para que eles não consigam vencer uma simples vela é suficiente para dissipar a escuridão, para tanto teremos de mantê-la acesa.

    abraço

    Sicário

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  2. Olá Sicário,
    O documentário, realmente, é muito interessante, enfoca, ao menos, o que dei mais destaque, isto é, a capacidade de arregimentação para aniquilar o inimigo, a minoria tutsis e, na seqüência, a turma moderada dos hutus que com o primeiro dividiam o poder, em período de transição - já aqui com o intuito claro de amplo domínio; lá por aquelas bandas, a questão tribal, isto é, as divergências étnicas, dada à escassez de alimentos, “justificaram”, na ótica da barbárie, o genocídio que se seguiu: armamento preferido – AK 47 -; a idéia era exterminar os tutsis do mapa.
    Exterminar o inimigo se constituiu, também, no ideal de tomada e manutenção perene no poder, por parte de regimes muito a gosto de quem atualmente dita os destinos aqui dos trópicos.
    A aparente ingenuidade do segundo em comando das tropas da ONU, que levou o então General a proferir aquelas palavras, assemelha-se ao que ocorre com os menos afortunados de conhecimento, aqui das bandas nacionais, veio fácil para disseminação de mentiras, em discursos de alto conteúdo demagógico.
    Tal como aquele, quando acordou da sua ingenuidade, estes já deram sinais de que estão percebendo o engodo a que foram submetidos; em maio passado, ao retorno de segundo sono induzido, trouxeram-me reportagem do jornal dos Marinhos, dando conta de que casas do programa Minha Casa Minha Vida, entregues no ano de 2009, foram construídas sob um lixão, com 70% delas já condenadas (crime premeditado e não apurado), para o que a turma já mostrava estar acordando; mais recente, foto publicada no mesmo jornal, de uma favela plana, ou “comunidade”, no politicamente correto, de nome “Comunidade Dilma Rousseff”, sem qualquer infra-estrutura, saneamento, ou porra nenhuma, miséria mesmo, tal como inúmeras outras por aí espalhadas, e ainda se demanda júbilo pela ida de um brasileiro para FAO, por conta do programa Fome Zero, distribuição de vinténs para compra de alimentos para quem não tem dinheiro. É piada! Só pode ser piada!
    Essa turma, que parece sinalizar para o que realmente conhecem – o que os olhos vêem vale mais do que um bando de palavras - permite idealizar o quadro de que alguma consciência tem-se formado diante do seu dia a dia; esse pessoal demanda efeitos imediatos e diários, quem tem fome não pode esperar dias, semanas, meses, anos de pura criminalidade.
    Não comparo, evidentemente, genocídio com a morte de brasileiros, por conta de irresponsabilidades de governo, mas é fato: incontáveis brasileiros morrem diariamente por conta da miséria, fome e doença, e isso não vem de hoje. E o interessante nisso tudo, é que são os mesmos que sustentam os duvidosos índices de popularidade governamental, que os trata como mero detalhe de permanência no poder; isso, sem dúvida, é curioso, para não dizer, instigante.
    A se considerar o odioso instrumento da manipulação, esse pessoal que começou a demonstrar aparente conhecimento da verdade, seria presa fácil para obtenção de votos, como o fizeram o atual governo e os que antecederam, principalmente o em voga, nos seus escusos interesses, que dizem legitimamente aquinhoado com o comando do País, por conta do exercício do voto: legitimamente é demais, não há como, no canto mais inalcançável da consciência, isso admitir.
    Falando em legitimidade, acredito que os meios políticos são os únicos apropriados para dar um fim nessa podridão, já por demais disseminada, podendo até se contar com o apoio da turma do capital e daqueles que só pensam nos seus próprios interesses.
    Manter uma simples vela acesa, tal como consta de seus comentários, já seria suficiente para dissipar a escuridão e talvez alcançar os que aparentam começar a despertar.
    Mas penso, também, que uma boa chacoalhada nesta turba, poderia dar o mesmo resultado (“contra golpe" seria o título original da matéria); seis meses de contínuo governo, e ainda por conta de corrupção e outros atos inomináveis, e até originários do passado, faz pensar, daí permanecer no imaginário o hasteamento da bandeira da decência em Pindorama.
    Abs.,

    Jaba

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