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terça-feira, 21 de junho de 2011

Comentários do Sicário em "Apologia ou liberdade de expressão?!"

Jaba...


Toda a manifestação, através de marchas, que o STF definiu de "liberdade de expressão" nada mais é do que apologia.

Para explicar, gosto de citar exemplos, portanto, vamos lá: nos idos dos anos 80 (em plena "ditadura") numa reedição dos festivais de música, na rede globo, Pepeu Gomes e Baby Consuelo cantavam "voce pode fumar baseado, contando que voce pode fazer quase tudo"; depois, os anos 80 uma desconhecida banda gaúcha cantava "com caína, com caína meu bem é com caína que eu me sinto bem"; mais adiante nos anos 90 vem o cantor Bezerra motivo deste comentário com a frase da camiseta e cantava, também "é coca da boa mané...é coca da boa", e ultimamente uma banda de nome Planet Hemp que gritava que "eu continuo fumando tudo até a última ponta".

Alguns exemplos da "cultura" musical brasileira nas últimas 3 décadas onde, até que me corrijam, somente o Planet Hemp teve problemas judiciais,sem maiores consequências para os "artistas", por apologia ao uso de drogas.

Até me provem o contrário, a liberdade de expressão....determinada pelo STF, como escrevi em outra postagem, é de uma imbecilidade do tamanho do ego daqueles que os colocaram no cargo.

Portanto, no quesito drogas, liberdade de expressão sempre teve. O que o STF fez foi dar um parecer "jurídico", um primeiro passo para que as marchas passem a pedir a liberação do consumo da droga que, a meu ver, só falta a autorização oficial pois o uso de qualquer droga, pelo que tenho visto, já está extraoficialmente liberado.

Putz, seria tão interessante se o pessoal do STF conhecesse um tal de google e um pouco de história.


abs


Sicário


Olá Sicário,

Seria, realmente, interessante que conhecessem um pouco de história.

Não creio que a música, salvo o rap, tenha grande influência no consumo das drogas; a foto da matéria “Brasil não é Holanda”, mostra um bando de desocupados longes dos revezes da sobrevivência, cuja educação não deu freio às suas imbecilidades, hoje, já bem avançadas, por conta da falta de responsabilidade governamental ou sua ausência quanto ao crescimento do “comércio” em questão; aliás, a relação de governo com a bandidagem, já rendeu, no passado, até apoio político eletivo.

De qualquer forma, a camisa tem lá os seus propósitos: mostrar o limite de inteligência do “esperto” que faz a apologia da erva, no sentido de que se não acende agora, está apenas exercendo liberdade de expressão, algo que aprendeu agora, e ironizar o Supremo, que continua com as suas.

Palavras dos Ministros, sobre a “marcha da maconha”:

- Celso de Mello: ”é um movimento social espontâneo que reivindica, por meio da livre manifestação do pensamento, “a possibilidade da discussão democrática do modelo proibicionista (do consumo de drogas) e dos efeitos que (esse modelo) produziu em termos de incremento da violência”; “O debate sobre abolição penal de determinadas condutas puníveis pode ser realizado de forma racional, com respeito entre interlocutores, ainda que a idéia, para a maioria, possa ser eventualmente considerada estranha, extravagante, inaceitável ou perigosa”;

- Luiz Fux: “imperioso que não haja incitação, incentivo ou estímulo ao consumo de entorpecentes”; “se a Constituição cuidou de prever a proteção dos menores dependentes químicos, é corolário dessa previsão que se vislumbre um propósito constitucional de evitar tanto quanto possível o contato das crianças e dos adolescentes com a droga e com o risco eventual de uma dependência”;

- Cármen Lúcia: “se, em nome da segurança, abrirmos mão da liberdade, amanhã não teremos nem liberdade nem segurança”; manifestando “simpatia por manifestações de rua” lembrou que,” há 30 anos, sua geração era impedida de se expressar pela mudança de governo na Praça Afonso Arinos, contígua à Faculdade de Direito, em Belo Horizonte (MG)”, onde se formou;

- Ricardo Lewandowski: disse “entender não ser lícito coibir qualquer discussão sobre drogas, desde que respeitados os ditames constitucionais”;

- Ayres Britto: “a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, que é tonificada quando exercitada gregariamente, conjuntamente, porque a dignidade da pessoa humana não se exaure no gozo de direitos rigorosamente individuais, mas de direitos que são direitos coletivamente experimentados”;

- Ellen Gracie: lembrando que integra comissão internacional que estuda a descriminalização das drogas, disse: “sinto-me inclusive aliviada de que minha liberdade de pensamento e de expressão de pensamento esteja garantida”;

- Marco Aurélio; sustentando que as decisões do Poder Judiciário coibindo a realização de atos públicos favoráveis à legalização das drogas simplesmente porque o uso da maconha é ilegal são incompatíveis com a garantia constitucional da liberdade de expressão, arrematou: “mesmo quando a adesão coletiva se revela improvável, a simples possibilidade de proclamar publicamente certas idéias corresponde ao ideal de realização pessoal e de demarcação do campo da individualidade”;

- Cezar Peluso: salientando que a liberdade de expressão é uma emanação direta do valor supremo da dignidade da pessoa humana e um fator de formação e aprimoramento da democracia, conclui: “desse ponto de vista, (a liberdade de expressão) é um fator relevante da construção e do resguardo da democracia, cujo pressuposto indispensável é o pluralismo ideológico”; “só pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais iminentes.”

Maravilha, não?! As manifestações foram retiradas do site do Supremo.

Abs,

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