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terça-feira, 19 de julho de 2011

Por um dia, sem utopias e retrocesso

Por um dia, sem utopias e retrocesso, poder-se-ía, seja pelo voto, seja pela tomada do poder, por intermédio do nosso partido – PQM, Partido Quero o Meu – com o apoio do Bando dos Quatro, ou por outra associação decente e honesta, dar-se início ao que chamamos de “por o País nos eixos”.


O Bando dos Quatro foi criado dias atrás, quando estávamos em nosso canto rural, jogando conversa fora com a turma nascida e criada na região, a qual, entre um quente e um gelado, na birosca de preferência, demonstrou a sua indignação com recente lei que determinou não mais a prisão quando da prática de crimes apenados com até 4 anos de sanção, liberando-se o meliante com pífio pagamento de fiança.

Da indignação surgiu o Bando dos Quatro, dos quatro princípios: decência, dignidade, honestidade e respeito.

Voltando-se ao “por um dia”, como primeiro ato seria estabelecido, por canetada, rito sumário, com bloqueio de bens, de imediata aplicação aos feitos em curso, para apuração e sanção dos crimes praticados pelos atuais do poder, extensivo aos que por ele orbitam ou não, como aos anteriores que também praticaram os mesmos crimes, assegurada a aplicação da lei sem tergiversações e hipocrisias judicantes e, aos acusados, o devido processo legal; os crimes são por demais conhecidos, praticados a rodo em todos os níveis da sociedade, ao longo dos anos; as leis já existem, não se admitindo, em nenhuma hipótese, hilários rompantes jurídicos, de alta erudição, tendentes a descaracterização da lei.

Segunda, não será admitida retroatividade de lei benéfica em matéria penal.

Terceira, proibição de concessão de “habeas corpus” para crimes confessos e de provas irrefutáveis.

Quarta, revogação da lei que motivou a criação do Bando dos Quatro.

Quinta, estabelecimento de prazo único prescricional para apuração dos crimes capitulados na legislação penal, com aplicação de idênticas sanções ao que se convencionou chamar “menor infrator”.

Sexta, redução do número de Deputados Federais a 270 - 10 por unidade – incluindo o Distrito Federal.

Sétima, alteração da composição do Supremo para 7 ministros oriundos da magistratura, 2 do ministério público federal e 2 da advocacia, com idade mínima de 55 anos e 30 de efetivo exercício na profissão, com prazo máximo de 15 anos para permanência na Corte, ou seja, se mandam aos 70.

Oitava, redução do número de ministérios para 11.

Nona, proibição de parlamentares ocuparem cargos no executivo.

Décima, prisão imediata dos envolvidos em desvios de recurso para a saúde e educação, sem direito a “habeas corpus".

Décima primeira, enquadramento de grupo de políticos, que praticam lá os seus atos criminosos, no conceito de "organizações criminosas", de modo a se tornarem imprescritíveis e inafiançáveis os seus crimes.

Décima segunda, fechamento das fronteiras, aeroportos e tais, para se evitar fuga da quadrilha a ser enquadrada.

Décima terceira, estabelecimento da pena de morte para quem tirar a vida de outrem, salvo exercício da legítima defesa: presente, ainda na memória, imagem de mais de ano, em que um cara dos seus 18 ou 19 anos, acompanhado de mais um inqualificável, assaltaram loja de conveniência de um posto de gasolina lá pelas bandas de São Paulo, se não estamos enganados; após o assalto, o cara dos 18 ou 19 anos retorna à loja e mete uma bala na cabeça da menina que trabalhava no caixa, morte instantânea: para esses crimes, entre outros hediondos, pena de morte.

Décima quarta, cancelamento da realização da Copa e das Olimpíadas no País, com apuração de excessos e desvios de recursos e prisão imediata dos envolvidos, sem direito a “habeas corpus”.

Décima quinta, entrega imediata do bandido italiano ao seu País de origem.

Décima sexta e última canetada, retorno feliz para a casa, com as primeiras medidas, se ainda vivo, e entrega do poder aos Militares, para que promovam o desenvolvimento econômico e social do País, segundo as linhas que ditam a sua formação ou, talvez, para um grupo de civis, se aqueles assim o desejarem, que saiba quais são os princípios que norteiam a honestidade e decência e deles faça a razão de seus atos.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jurema Cappelletti20 de julho de 2011 08:15

    Jaba, só agora "descobri" que o livro "Como entender as mulheres" foi uma brincadeira. Até porque dificilmente um homem conseguiria, um dia, entender as mulheres, nem que seja psicólogo. Não porque sejam (eu, inclusive) complicadas, mas pela nossa malícia embutida que vocês, seres especiais e maravilhosos, jamais poderiam alcançar.

    Ainda bem que vocês nos admiram, porque, nós, certamente, não admiramos umas às outras.

    Um abração, Ju

    Agora, vou guardar meu machismo na sacola e partir para cima da política.

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  2. Olá Ju,
    Admirá-las é algo que nos rejuvenesce a cada minuto.
    O livro é uma brincadeira, mas não deixa de mostrar o nosso respeito e admiração por quem nos concede o sentido puro da vida.
    Sucesso na sua incursão na política.
    Abs.,
    Jaba

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