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terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Conta


Está na hora de pagar a conta da submissão explícita aos interesses escusos do Partido Único Nacional que, junto com seus seguidores também não muito cotados, comanda criminalmente o País por mais de 8 anos e 8 meses; antes destes anos, um bando organizado de arruaceiros criminosos, que já praticava toda sorte de crimes, na destruição dos valores da sociedade; grupo de arruaceiros criminosos associado ao que de pior existia e ainda existe de ideologias retrógadas e prática de barbáries; grupo que na manipulação criminosa da mentira encontrou meio fácil de disseminação de sua mentalidade doentia nos menos afortunados e no seio daqueles que fazem do funcionalismo público o meio de vida para atingir objetivos egoísticos e imorais, para não dizer, inqualificáveis.

E a conta veio alta: 8 bi para aumento de salários.

A conta já fora apresentada no passado, rejeitada, provocou reação da “classe”, com ameaça de greve pelos juízes federais, sobre o que já falamos na oportunidade própria. Greve de juízes já seria, realmente, o fim das balizas que norteiam os princípios de uma sociedade dita por democrática, quando se sabe que os juízes, no início do que deveria ser uma brilhante carreira, muito deles mal saídos dos cueiros das faculdades, já são agraciados com uma remuneração bruta de pouco mais de R$ 21 mil, ótimo salário para os parâmetros nacionais.

Mas a conta veio alta: mais 8 bi para salários.

E, na certa, com base em duvidosas e reprováveis decisões, tais como:

.a) as estéreis e vergonhosas discussões de natureza eleitoral, nas eleições passadas, por conta de se impedir ou não a candidatura de determinados políticos de “boa” folha corrida, cujos julgamentos terminaram no consciente e deliberado empate, à espera do novo ministro que viesse a compor o número da Corte;

.b) a vergonhosa decisão, ainda capenga a Corte (10 ministros), que acolheu pleito criminoso do PT, às vésperas das eleições, de se permitir que o eleitor votasse sem o título de eleitor, até então de porte obrigatório para o exercício do voto e, mesmo assim, a vitória da criminalidade não foi com a folga esperada;

.c) esfacelamento do instituto da família e da constituição, em célere julgamento, nunca antes visto nos anais da Corte, com o famigerado “casamento gay”;

.d) apologia ao consumo de drogas, também em célere decisão, sob o conceito de liberdade de expressão, com a marcha da maconha; e

.e) o esfacelamento da constituição e dos tratados internacionais, com a negativa de extradição do canalha italiano ao seu país de origem.

É essa a Corte na qual ainda se deposita certa confiança e esperança no julgamento da quadrilha do mensalão, cujo relator, já correm boatos, deverá pedir o chapéu antes do julgamento do processo, por conta do seu conhecido estado de saúde; talvez os boatos sejam verdadeiros, se olharmos para o ar de felicidade estampado na cara do Zé Dirceu, em fotos recentes na imprensa.

Mas a discussão com o Judiciário, além da reação deste, tudo foi uma vergonha.

Após a reação da “classe”, o governo retifica o Orçamento e encaminha para o legislativo o pedido de 8 bi do Supremo; Ministro da Corte, Marco Aurélio ironiza governo dizendo que “de bem intencionados o Brasil está cheio” e o seu Presidente que o assunto é "página virada"; quem comanda o governo da continuidade diz, na ideologia retrógada, que o aumento do judiciário implicará em cortes na saúde e educação, algo por ele sempre desprezado; associações dos magistrados, do ministério público e dos juízes federais criticam o executivo por ofensa ao art. 37 da Constituição, que estabelece revisão anual dos subsídios dos ministros do supremo e do procurador-geral – este que fez das suas no caso Battisti, colocando-se contrário ao pedido de extradição e que arquivou pedido de investigação do aumento de patrimônio do Palocci – e o planalto tenta jogar a sociedade contra o judiciário, deixando ao legislativo o ônus do corte, já tendo o relator do orçamento, Arnaldo Chinaglia (PT-SP), afirmado não haver recursos para atender ao Judiciário (aumento de 14,79% pedido em 2010, agora mais 4,8% e mais 56% para servidores), do contrário, na demagogia típica dos incompetentes, haverá corte de gastos nas áreas sociais.

Fácil se vê que quando se fala em grana “não há lugar para amigos”, situando-se o comportamento na linha tênue que separa o moral do imoral ou que permite a fácil travessia para ausência de caráter.

E nem no que se chama de base aliada se consegue unanimidade quando a grana fala mais alto, como seu viu na reação desta base à notícia de contingenciamento de 26,6 bilhões do orçamento, já alcunhado de peça de ficção, no início do próximo ano, antes mesmo de o orçamento ser aprovado no legislativo que, provavelmente, deverá alterá-lo, basta ver os números.

E a isso tudo a sociedade assiste, sem poder de reação, suportando uma das cargas tributárias mais altas do planeta, boa parcela vivendo de vinténs.

Já se fala em corte de gastos, de contingenciamento, antes mesmo do exame orçamentário pelo legislativo, esquecendo-se de um pequeno detalhe: para se fugir do engodo contumaz, basta trazer de volta os bilhões desviados pela corrupção, parar as que estão em curso (como no caso do Indesc - Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Cultural, que levou, do Turismo, ao apagar de 2010, R$ 13,8 milhões para qualificar 11.520 profissionais de turismo para a copa de 2014, ONG pertencente ao sindicalista Luiz Gonzaga da Silva, e que não tem nenhuma experiência na área) e as futuras (como os gastos com a Copa), reduzir-se drasticamente o número de ministérios que acoberta a quadrilha, por fim aos super-salários do Senado e às contratações esdrúxulas da Câmara, como a última de mais Seguranças para a Casa, reduzir-se drasticamente as benesses que a sociedade paga para esse agrupamento de prófugos nos três poderes, dar um basta nas obras faraônicas e desnecessárias do Judiciário e do MPF, enfim, se não for pedir muito, trabalhar-se com honestidade e decência, sem querer transparecer qualquer sinal de ingenuidade. Ainda presente na memória o auto aumento a que se concedeu a classe política de energúmenos que destrói o País diuturnamente.

Agora se volta a cogitar da recriação da CPMF ou aumento de impostos nos cigarros, álcool e automóveis, como tábua salvadora da saúde, característica pura da incompetência do governo, cuja competência exemplar apenas recai no viés criminal da roubalheira desenfreada.

Quando em campanha da continuidade a atual, que continua a administrar efeitos passados e presentes da corrupção, além dos seus próprios, apresentou, para a saúde, o seguinte rol de intenções:

1. Melhorias em todo o sistema de saúde.
2. Implantação de 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) 24 horas – inspiração em projeto implantado no Rio de Janeiro, já alcunhado por alguns de Unidades de Porra Alguma.
3. Construção de 8.600 unidades básicas de saúde em todo o país, as UBSs.
4. Universalização do SUS (Sistema Único de Saúde), com garantia de mais recursos para o programa e com a ampliação do número de profissionais.
5. Implantação do cartão SUS com registro do histórico dos atendimentos.
6. Ampliação do Saúde da Família.
7. Ampliação das Farmácias Populares.
8. Ampliação do Brasil Sorridente.
9. Ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
10. Valorização das práticas preventivas.
11. Garantia do atendimento básico, ambulatorial e hospitalar altamente resolutivo, em todos os estados.
.12 Melhoria da gestão de recursos.
13. Distribuição gratuita de remédios para hipertensão e diabetes, com a utilização do programa Aqui tem Farmácia Popular (distribuição gratuita de remédios é obrigação do Estado).
14. Implantação da rede de prevenção de câncer em todo o país (louvável).
15. Ampliação da rede de atendimento para gestantes e crianças de até um ano, a criação de clínicas especializadas, maternidades de alto e baixo riscos, UTIs neonatais e ambulâncias do SAMU como mini-UTI para bebês.
16. Articulação de uma rede integrada público-privada, custeada pelo SUS, para tratamento de dependentes de crack, com acompanhamento psicossocial por este último, após a internação (ralo para a corrupção, já que também envolve a iniciativa privada).
17. Dar atenção aos programas de saúde mental, especialmente alcoolismo e dependência de drogas.
18. Por fim às filas para exames e atendimentos especializados.
19. Criação de cursos de captação para quem atende a população.
20. Autossuficiência científica na produção de fármacos.
21. Ampliação da fabricação de genéricos.

Para pô-lo em prática, evidentemente que, além de se afastar da demagogia retrógada, se precisa de grana e de gente honesta na política e fora da política, algo em alarmante falta na nossa terra – our land -; quanto à grana, se o governo tomar vergonha e acabar com a quadrilha que assalta o País é fácil obter; gente honesta, por seu lado, já é mais difícil, porquanto nem os atuais ou futuros pretendentes políticos se enquadram no conceito de honestidade, e muito menos quem por eles orbita, sendo de muita ingenuidade esperar que isso mude de uma hora para outra.

No fim, pois, e como sempre, quem pagará a conta é quem trabalha bons meses por ano para manter a turma de vagabundos que mora e circula por Brasília, salvo algo seja feito que a isso ponha fim.

JabaNews

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