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domingo, 18 de setembro de 2011

Retrocesso x Qualidade

Dias atrás, durante a turbulência corruptiva do governo, sendo as últimas a da corrupção na pasta dos Transportes – descobriram algo em torno de R$ 700 milhões (o que ainda soa pequeno dentre o tanto que já foi surrupiado dos cofres públicos) – e na pasta do Turismo - que já foi ocupada na gestão do que já se foi (?!), por Walfrido dos Mares Guia (PTB), Marta Suplicy (PT) e Luiz Carlos Barreto (PT), citados por Pedro Novais quando confrontado com a operação “vaucher” – a representante atual do que se chama governo arrostara suas preocupações com a saúde, anunciando aumento de impostos dos carros, cigarros e bebidas, por conta de não “ressuscitar a CPMF”, sob outra roupagem, e que, recentemente, já retornou à pauta.

Só que isso era um engano já consumado, tratado nos não nobres corredores de um não nobre governo.

A paulada não demorou e veio com o anúncio do aumento do IPI nos carros importados, principalmente os asiáticos, por conta da proteção do parque nacional automobilístico e do mercado de peças.

Retrocesso demagogo, que só beneficia as indústrias da carroça nacional e das peças, que viram, na competitividade, a perda de mercado para produtos mais sofisticados, notadamente no item segurança, e  mesmo assim mantiveram a postura.

Note-se que os carros importados são vendidos em outras praças a preços bem inferiores dos que aqui praticados, carregados que já são de boa carga tributária quando da importação e internação, e ainda assim conseguem preços competitivos com os nacionais, apesar de exagerados se comparados com aquelas praças.

Como não deixam suas margens de lucro, e vendem carros inferiores e ultrapassados nos mesmos níveis de preços dos que vieram para as faixas de mercado semelhantes, nada como cobrar, e conseguir, o apoio do "governo" para frear a competitividade e provocar o retrocesso de décadas.

Mais uma vez o consumidor arcará com a conta, já que se impõe a nacionalização de 65% das peças para se fugir à retrógada política tributária. Como boa parte das empresas que trabalham com carros importados utilizam peças e componentes importados, sua compra no mercado nacional provocará, evidentemente, aquecimento nos preços, provocando aumentos consideráveis nos carros nacionais e nos importados.

Isso é que é política tributária decente e honesta, a quebrar, inclusive, as previsões tributárias das empresas antes da “abrupta” mudança das regras: a OMC deverá cuidar disto.

Falando-se em política decente e honesta não poderíamos deixar de registrar a honestidade da “política” do Executivo, na promessa de liberar R$, 1,7 bilhões em emendas parlamentares, até o fim do mês, para conter os votos dos aliados. Como disse quem ocupa as Relações Institucionais: “diminuímos a pressão em cima dos parlamentares e isso nos ajuda”.

Diante de tudo isso, e de tudo o mais que aconteceu durante os "atuais" 8 anos e 9 meses, sem se esquecer de decisões das Cortes em Brasília, que deram nó na alma, e de manifestações da atual representante do que se chama de governo, como "PMDB é parceiro fundamental", "É com políticos e partidos políticos que se governa ..." ou "A política bem exercida (?!) é uma atividade nobre (?!) ...", só nos resta uma coisa a fazer: cuidar, o quanto antes, do País!  

JabaNews

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