Páginas

domingo, 18 de setembro de 2011

Lamarca?!

Notícia, de ontem, da Folha

"Família de Lamarca tenta provar que ele não foi um 'desertor'
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA

Exatos 40 anos após a morte de Carlos Lamarca, sua família ainda luta na Justiça para provar que um dos mais importantes militares a aderir à luta armada contra a ditadura não foi um desertor.
Em junho de 2007, a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça deu a Lamarca a patente de coronel e à sua viúva, Maria Pavan, o direito de ganhar R$ 12,1 mil mensais e R$ 902,7 mil de indenização.
Mas, em outubro daquele ano, a Justiça Federal no Rio, em ação movida por clubes militares das três Forças, ordenou a suspensão da promoção e dos pagamentos.

 
                                                Reprodução
O ex-capitão e líder guerrilheiro Carlos Lamarca
                                 O ex-capitão e líder guerrilheiro Carlos Lamarca


A decisão foi uma liminar, ou seja, teve caráter provisório. Passados quase quatro anos, o processo não ganhou uma sentença --o que deve ocorrer ainda neste ano.
A argumentação gira em torno do fato de Lamarca, ao se insurgir contra o governo, ter ou não abandonado irregularmente a sua função.
A juíza entendeu que "sua exclusão das Forças Armadas decorreu de abandono [em janeiro de 1969] do 4º Regimento de Infantaria de Quintaúna", o que caracteriza "crime de deserção".
Para a magistrada, a indenização foi uma "decisão política" altamente "questionável", um "pagamento de valores incompatíveis com a realidade nacional".
Para a família, a insurgência de Lamarca foi legítima e respeitou os princípios do Exército, no qual cumpriu carreira "brilhante", adjetivo usado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.
"Quem desertou foram aqueles que, como militares e funcionários públicos federais, tomaram o poder pelas armas e imprimiram ao povo brasileiro a lei do silêncio e terror psicológico e físico", disse o filho Cesar Lamarca.
Na tarde de ontem, a reportagem não localizou representantes dos clubes militares autores da ação. O Exército não se pronunciou."

___________________________________________________

Mesmo que provisória, a decisão foi uma amostra de respeito ao País e aos princípios e valores que ditam a conduta das Forças.
Espero que seja mantida quando da sentença a ser proferida; pelo menos uma a enquadrar os poltrões e prófugos no refúgio da covardia e das mentiras, que lhes é próprio; ou a sinalizar que o revanchismo retrógado não deixará de ser combatido.
Assim, realmente, espero.

JabaNews

2 comentários:

  1. Jaba...

    Enquanto estava no anonimato, o covarde foi valente. Fugindo como um rato, rato que era morreu encurralado.
    Indenização deveria ser paga a quem conviveu com este câncer.
    As palavras do filho de Lamarca são de uma pobreza de conhecimento e espírito que não chega a impressionar, visto que saem da boca de uma "pessoa" com cérebro atrofiado, manuseado em Cuba. Disse o filho:
    "Quem desertou foram aqueles que, como militares e funcionários públicos federais, tomaram o poder pelas armas e imprimiram ao povo brasileiro a lei do silêncio e terror psicológico e físico". As palavras dele mostram a capacidade idiotizada da esquerda em distorcer fatos e o poder da imprensa de publicar imbecilidades.
    Como bom socialista, anti burguês e ser humano este rapaz que não conviveu com o doador de sêmem (que ele chama de pai), deve estar interessadíssimo nos valores da indenização pq. com esta soma ele poderá incentivar a luta por liberdade e democracia em Cuba, assim como seu pai defendia no Brasil ou então e pq. não, dividir a indenização com a família do Tnte. PM/SP Mendes Júnior, que se não foi morto à coronhadas por seu idolatrado "pai", foi com anuência dele.

    abs.

    sicário

    ResponderExcluir
  2. Olá Sicário,
    A morte do Tenente, após rendição para "proteção" de seus homens, foi mais um ato, entre inúmeros outros,de extrema covardia, cuja "história", o ávido e os ávidos por viver às custas da sociedade, preferem que se enconda no refúgio das imbecilidades tão a gosto arrostadas pela guria da Secretaria de Direitos Humanos, como por outros a quem prefiro não mais adjetivar.
    E prefiro para não me deixar levar pela ira explosiva, que já deu sinais de profunda formação no espírito, e perder o foco da serenidade dos meus princípios.
    A bem da verdade, espero que a decisão a ser proferida ponha um fim nessa vergonha e sinalize para aquele bando de poltrões que o revanchismo retrógado, a distorção dos fatos e a onda criminal serão combatidos.
    Abs.,
    Jaba

    ResponderExcluir