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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Crime Ambiental


Durante uma operação de fiscalização realizada na manhã de ontem (29), agentes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) notificaram a empresa Laminados Triunfo  para que no prazo de 72 horas proceda à desobstrução do leito do Riozinho do Rola e do Igarapé Vai-se-ver, ambos localizados no ramal Cachoeira, distante 84 quilômetros de Rio Branco.

A empresa foi denunciada nesta semana  por moradores da região, sob a acusação de prática de crime ambiental. Segundo os denunciantes, para facilitar a retirada de madeira do projeto de um projeto de manejo a empresa decidiu construir barragens no leito dos mananciais e, assim,  garantir a passagem dos caminhões  que fazem o transporte  das toras.

No Riozinho do Rola, o maior afluente do rio Acre, a empresa despejou barro em 35 metros de um barranco para o outro, deixando apenas um pequeno espaço para a água passar. No Igarapé Vai-se-ver, a Triunfo colocou pedaços de troncos de árvores e dezenas de toneladas de barro, até conseguir fazer uma barragem no igarapé, chegando a represar a água.

Agentes do Imac foram até o local na manhã desta quinta-feira e verificaram o dano ambiental. Depois , eles seguiram até ao final do ramal onde está localizado o acampamento da empresa, onde  gerente do plano de manejo,  Walteir Costa, recebeu a notificação para que seja retirado todo  o barro do leito dos mananciais e seja procedida a recuperação da área.

Aos agentes Walteir informou que o material seria retirado no final do mês de outubro, mas, como a empresa foi notificada,  serviços serão iniciados o mais rápidamente possível.

A Laminados Triunfo foi autorizada pelo Governo do Estado a manejar a área do seringal São Bernardo por um prazo de 35 anos. A média de corte por mês chega a atingir os 15 mil hectares, o equivalente a  3.570 árvores.

Sem irregularidades

O diretor de fiscalização do Imac, Paulinho Viana, que acompanhou os fiscais do Imac durante a operação, informou que foi realizada uma vistoria no manejo da empresa e ficou constatado que não existem irregularidades. “O único problema que encontramos foi a obstrução dos mananciais. Se a empresa corrigir, não vai sofrer sanções. Caso não recupere a área, vamos aplicar multas com valores altos”, concluiu.


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Jornal A Tribuna

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