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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Our Land

“Our Land” é a expressão que foi estampada no último quadro de um filme-documentário, que assisti dias atrás, sobre a história da unificação dos reinos chineses em torno do imperador Qim (acho que é assim que se escreve), alguém que de diferente nada fez, que outros não fizeram, para subjugar aos seus inimigos, mas, que, no final, aparentemente cansado das guerras, conseguiu unificar os reinos e terminar a muralha da China, após o que os chineses passaram a chamá-la de “our land”, nossa terra, forma pela qual, segundo o "cineasta-historiador", até hoje assim se referem ao seu País.

Este sentimento pela terra, pelo País, pela nação, independentemente dos nefastos efeitos da globalização e da neo globalização que por lá também já aportaram, trouxe-me certa ponta de tristeza, quando voltei os olhos para a terrinha e o que vi, salvo presente em alguns abnegados e em uma parcela das Forças, foi a total falta de sentimento respeitoso para com a Pátria, para com seus símbolos e a sua história; nem Bilac, com seu conhecido soneto, talvez conseguisse, hoje, incutir na mentalidade brasileira o sentimento de amor à “terra em que nascestes”, transformada no mais vil dos covis.

Talvez ainda esteja vivo para assistir o retorno do civismo ao espírito dos nacionais e o afastamento definitivo da iniqüidade que devastou e aniquilou todo o resto de princípios que ainda teimavam persistir em alguns, e escute dos mais novos ou não -“Our Land”!

Quem sabe a marcha contra a corrupção, anunciada aqui no Rio para 9 de amanhã, na Rio Branco, não se transforme no início do retorno aos princípios, à civilidade e ao civismo. Quem sabe não fique apenas na demonstração de inconformismo contra a roubalheira desenfreada, transformando-se no início de agrupamento de propósitos decentes e honestos, capaz de trazer orgulho sincero, sem ufanismo demagógico, ao expressar das palavras: minha pátria, minha terra, minha nação, meu lar.

JabaNews

2 comentários:

  1. Amigo Jaba...

    "Our Land".
    E é OUR mesmo, é nossa terra, nossa pátria, nosso ar, nosso hino, etc...
    Nosso Brasil não é essa podridão que vemos estampada nos jornais diariamente; este é o Brasil deles, vermelho, vermelóide, bolivarista, ladrão, corrupto, demagogo, enganador, dissimulado que se mostra bonzinho para quem não sabe a diferença entre civismo e servilismo.
    Nosso Brasil, é o Brasil de Caxias no clamor da batalha, conclamando:
    - "Sigam-me os que forem Brasileiros";
    Do marinheiro Greenhalg, na batalha do Riachuelo, gritando:
    - "no pavilhão brasileiro ninguém toca";
    de Osório dizendo;
    - "é fácil a tarefa de comandar homens livres, basta mostrar-lhes o caminho do dever";
    de Olavo Bilac:
    - "criança ama a terra em que nasceste"; e porque não de João Figueiredo:
    - "Juro fazer deste pais uma democracia".

    No Brasil deles, vermelho, se Caxias fosse petista, gritaria;
    - sigam-me os ladrões, corruptos, etc...;
    Greenhalg, gritaria:
    - vende-se a bandeira do Brasil;
    Osório diria:
    - é fácil a tarefa de comandar homens livres, basta mostrar-lhes maços de dinheiro;
    O. Bilac, declamaria:
    - criança ama a terra em que nasceste...pq. eu não amo;
    Figueiredo diria a mesma coisa mas não cumpriria.
    A diferença entre o nosso Brasil e o deles é que eqto. cultuamos valores, os heróis deles morrem de overdose.
    Se imitarmmos Pedro I e gritarmos
    - "Independência ou morte"...nós nos libertaremos...eles morrerão.

    Brasil acima de tudo.

    abs.

    Sicário

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  2. olá sicário,
    obrigado pelos comentários; meus olhos fraquejam diante de belas lembranças de amor à Pátria, e se fecham na tristeza diante da incivilidade, indiferença e desconhecimento atuais quanto à noção e alcance da expressão "minha terra".
    estarei ainda vivo para ouvir na sinceridade da voz incontáveis vozes a cantar minha pátria, minha terra, minha nação, meu lar.
    abs.,
    jaba

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