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domingo, 16 de outubro de 2011

CVM e o mercado futuro de juros


A matéria é do Valor Econômico:


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CVM confirma investigação no mercado de juros futuros
RIO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou que investiga movimentações atípicas no mercado futuro de juros ocorridas na última semana de agosto. Naquela semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado com um corte de meio ponto percentual da taxa básica de juro, para 12% ao ano.
“O contrato futuro de taxas de juros é um valor mobiliário, negociado em bolsa, cujo acompanhamento está na competência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Autarquia acompanha regularmente a movimentação deste mercado”, informou por email a assessoria de imprensa da CVM, que não deu mais detalhes da investigação, reiterando sua posição de “não comentar investigações em curso”.
O Banco Central não comenta as investigações da CVM, mas lembra que desde 2001 é da competência da autarquia fiscalizar o mercado de derivativos. A lei 10.303, de outubro daquele ano, determinou que as negociações e intermediação no mercado de derivativos serão “disciplinadas e fiscalizadas” pela CVM.

(Marcelo Mota | Valor)
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Quando se fala em movimentações atípicas o que vêm à mente são as famosas "insides informations", de muito tempo conhecidas no mercado financeiro, quer daqui ou lá de fora, sem muito estardalhaço na divulgação e investigação.

O que chama a atenção, pelo menos para mim, não é o fato do provável envolvimento de gente do BC, por trás das movimentações atípicas, mas uma série de atos criminosos que vêm sendo divulgados, praticamente, diariamente, nestes quase 8 anos e 10 meses de um "ilegítimo" governo, sem precedente no assalto aos cofres públicos e no aniquilamento de valores e princípios.

Nos já passados 8 anos, as hostes se lambuzaram extraordinária e desavergonhadamente nos cristais da criminalidade, com a complacência e colaboração explícita dos poderes constituídos e de boa parcela da sociedade e, a tal ponto eclodiram na continuidade que, no seio da própria quadrilha, se exigiu certo "freio" satisfativo para a massa manobrável de eleitores e, o mais importante, para àqueles que da quadrilha se beneficiam. 
Posso até, diante de mentes e olhos mais esclarecidos, está errado ou delirando, mas toda esta divulgação de denúncias e de investigação, não passa de adrede propaganda para trazer respeito a quem não tem e não merece, tirando de foco a turma de prófugos, para que possa continuar flanando por aí.

E isso soa evidente quando, reportagem de ontem, dando conta de que a atual expoente, se encontrava em Porto Alegre, cumprindo compromissos políticos relacionados com o Pacto Sul do Programa Brasil sem Miséria e com a realização de obras de mobilidade urbana para a POA, cuidou, a reportagem, não de refletir o compromisso político, mas a destacar passagem da entrevista coletiva então concedida , na qual  se asseverou apoiar a marcha da corrupção.

É totalmente desnecessário a quem preside um País afirmar que apóia movimentos contra atos criminosos, salvo, evidentemente, propaganda para se resgatar imagem inexistente, diante de um País já submerso e submisso ao covil central, com seus reflexos em toda extensão territorial e organizacional.

Segue a reportagem:


Quanto à CVM, resta aguardar para ver no que vai dar.

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