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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lewandowski x CNJ

Lewandowski se manifesta sobre a matéria que lhe atribuiu agir em causa própria, ao conceder liminar para sustação das investigações do CNJ.
Fonte: site do STF.
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Quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Ministro Lewandowski divulga nota sobre o caso
Sobre notícia veiculada hoje (21) a respeito de liminar proferida em mandado de segurança impetrado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, Associação dos Juízes Federais e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, o ministro Ricardo Lewandowski esclarece o seguinte:

1. Eu estava em meu gabinete no STF por volta das 21 horas do dia 19, último do corrente ano judiciário. Diante da ausência do Relator sorteado, Ministro Joaquim Barbosa, e dos demais ministros, foi-me distribuído o referido mandado segurança para apreciação de pedido de liminar.

2. Concedi a liminar em caráter precaríssimo, tão somente para sustar o ato contestado, até a vinda das informações, as quais, por lei, devem ser prestadas pela autoridade coatora no prazo de dez dias. Tomei a decisão, em face da amplitude das providências determinadas pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, que compreendem a quebra do sigilo de dados fiscais e bancários de um número indeterminado e indiscriminado de magistrados e servidores de vários tribunais de todo o País, inclusive dos respectivos cônjuges e filhos, cumprindo o indeclinável dever de prestar jurisdição.

3. Após a vinda das informações, o processo será encaminhado para o Relator sorteado ou, no recesso forense, à Presidência do Tribunal, para decisão definitiva quanto à liminar.

4. Cabe esclarecer que a decisão de minha autoria não me beneficia em nenhum aspecto, pois as providências determinadas pela Corregedoria do CNJ, objeto do referido mandado de segurança, à míngua de competência legal e por expressa ressalva desta, não abrangem a minha pessoa ou a de qualquer outro ministro deste Tribunal, razão pela qual nada me impedia de apreciar o pedido de liminar em questão.
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2 comentários:

  1. Jaba...

    E há quem tenha citado uma "quadrilha de toga".
    E há quem questione as investigações do CNJ.
    E há quem se julgue acima do bem e do mal.
    Sinceramente, num país onde a canalhice dos poderes impera, se há honestidade, não tem porque temer uma investigação e muito menos correr na frente para se defender.

    abs.

    Sicário

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  2. Olá Sicário,
    Corretíssimo: se não há o que temer, não há porque se antecipar em defesa de algo que não se tem por temer.
    Os "poderes" ficaram podres.
    Abs,

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