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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

22 mil e a triste semana


A semana começou com bazófias típicas do energúmeno - aquele que, aparentemente, já se foi ou teria ido mas ainda não foi - vindas, por ora, das autoridades iranianas, quando saltaram o verbo para dizer que tinham “todo o direito de fechar o estreito de ormuz”, prenúncio de gigantesca crise caso saiam do vazio das palavras.

Já aqui na terrinha, dominada (?) pelo maior covil em atividade no planeta, DNOCS volta às páginas da corrupção, o País, mais uma vez, figura lá para o final da fila, no que toca ao retorno e aplicação da acachapante arrecadação em benefício da sociedade, dando lugar às diárias imbecilidades, como a que veio do cara do Planejamento – na pesquisa não foram consideradas as reformas estruturais (?) – seguindo-se notícias do aumento de gastos sem licitações – aproximados R$ 14 bi – e da aguda crise de costumes, ética e decência vivenciada já há alguns anos: agora, 22 mil cargos de confiança no governo. Cacetada! Haja gente de confiança!

Presumo que cargos de confiança sugerem a existência do predicado do caráter presente na pessoa de confiança do confiante, posto que sendo cargo de confiança, o confiante o entrega a quem é de sua confiança, segundo entende, obviamente, o que gramaticalmente significa confiança; se não for gramaticalmente, pelo menos que seja no alcance que o subjetivismo da inteligência venha a permitir a compreensão.

Mas quando se fala em 22 mil cargos de confiança, mesmo aqui se considerando o conhecido inchaço do covil, a coisa muda de figura, haja confiança na confiança do confiante para se blindar da desconfiança dos atos não carregados de confiança, necessitando-se de tantos confiados para que esta seja depositada e se continue na certeza e confiança de que tudo continuará sem maiores percalços, acidentes de percurso ou que ficará na nova figura criminal já assimilada pela “confiada sociedade beneficiada”: mal feitos. Mal feitos que não abalam a confiança de quem não desfruta dos cargos de confiança. Já estou perdendo o foco, mas tudo também pode ser traduzido na conhecida “boquinha”.

Se a distinta paraibana, que atualmente se encontra no Canadá, e que já deve estar desfrutando do “estrelato” a que foi alçada, retornar às paragens tupiniquins, terá meu voto para Presidente, vez que, de todas as formas, infinitamente “superior” ao cara de Minas, que a turma impensável pretende emplacar na campanha e já provocou as conhecidas “bicadas” autofágicas – prenúncio da continuidade contínua da confiança e de mais cargos de confiança, enquanto não se pronunciam as conhecidas palavras – Abre-te cela! - por quem não tem a confiança que aqueles pensam ter.

Deixando de lado a barafunda das linhas, a semana termina com triste acontecimento aqui no Rio, com o desabamento de três prédios na Av. Treze de Maio, por conta, provável, de vazamento de gás não sanado, como já disseram em entrevista.

As fotos a seguir são de Marcos de Paula, Agência Estado:








Haja tristeza a ferir a alma, já com cheiro de morte, e tanta confiança na desconfiança!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Hipocrisia global


Tenho por hábito trabalhar com uma pequena televisão sobre a escrivaninha, sintonizada nas “news” da vida.

Ontem, o dia a dia de um governo corrupto, recheado de ladrões e vagabundos, que já vai para 9 anos e 1 mês, foi ofuscado por assunto de alta relevância para o País, qual seja, suposto estupro de uma das participantes da edição atual do "BBB" - Big Bosta Brasil ou Big Bunda Brasil - altamente bêbada como o “algoz”, o qual, se realmente ocorreu, o foi, como se sugere, com a conivência ou omissão da direção daquilo que se chama “programa para toda família”.

E este assunto de alta relevância para os destinos da Nação (aqui não vai nenhum desrespeito às mulheres, que guardam em mim eterno admirador) foi destaque em todos os noticiários, desde os primeiros da manhã até os noturnos. De tanto nele insistirem, acabei assistindo ao vídeo que já circulava na internet, onde o que foi dito de fato não ocorreu, tendo a suposta vítima já o desmentido, afirmando consentimento na troca de “amassos”.

Confirmado o consentimento, a rede global da hipocrisia pode até vir a ser acionada pela falsa acusação desenhada nas entrelinhas de um palavreado hipócrita, sabendo-se que a mesma incentiva atos tais, regados a alto consumo alcoólico.

Bom, na verdade, o fato enseja boa oportunidade para se dar um fim na imbecilidade que assola o País, como, também, na de se estabelecer postos de combate, avançados, de logística etc., para se dar fim ao covil já instalado e que já se alastrou por todos os cantões nacionais.

Quem sabe a campanha não dá resultado, e não mais se escute idiotices, tais como a do cara que ocupa uma pasta, de onde saem recursos para Estados prejudicados pela “fúria da natureza”, acusado de desviar boa parcela desses recursos para Estado no nordeste, por conta de futuras eleições: “a presidenta confia em mim, se não confiasse não estaria aqui, dando essa entrevista”.  Ou do protótipo de Einstein, a quem me referi em outras paragens: “muitos ainda vão morrer por causa das chuvas”. Eita porra!

Mesmo comportamento – desvio de recursos - de um Zé Mané na Bahia, quando Santa Catarina, em passado recente, se viu sob as águas da morte, com elevado número de vítimas, tal como aqui no Rio. E tome gastos do Governo sem licitação, aumentados para algo em torno de R$ 14 bi.

Tai o País a ser atacado: de um lado, um governo de prófugos, pródigo em duas pontas: roubalheira e imbecilidade; de outro, a idiotização da população, a merecer especial atenção, apesar de demonstrar certo gosto pelas depravações em curso.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012: O povo e o lixo


Assim acordou Copacabana na primeira manhã de 2012 (fotos do O Globo on line):




Prova de incivilidade com patrocínio oficial. Imagine os outros bairros!

Enquanto isso a chuva castiga o Estado e a região serrana encontra-se em estado de alerta, já com 21 deslizamentos, segundo há pouco informado pelo noticiário de plantão.