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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Hipocrisia global


Tenho por hábito trabalhar com uma pequena televisão sobre a escrivaninha, sintonizada nas “news” da vida.

Ontem, o dia a dia de um governo corrupto, recheado de ladrões e vagabundos, que já vai para 9 anos e 1 mês, foi ofuscado por assunto de alta relevância para o País, qual seja, suposto estupro de uma das participantes da edição atual do "BBB" - Big Bosta Brasil ou Big Bunda Brasil - altamente bêbada como o “algoz”, o qual, se realmente ocorreu, o foi, como se sugere, com a conivência ou omissão da direção daquilo que se chama “programa para toda família”.

E este assunto de alta relevância para os destinos da Nação (aqui não vai nenhum desrespeito às mulheres, que guardam em mim eterno admirador) foi destaque em todos os noticiários, desde os primeiros da manhã até os noturnos. De tanto nele insistirem, acabei assistindo ao vídeo que já circulava na internet, onde o que foi dito de fato não ocorreu, tendo a suposta vítima já o desmentido, afirmando consentimento na troca de “amassos”.

Confirmado o consentimento, a rede global da hipocrisia pode até vir a ser acionada pela falsa acusação desenhada nas entrelinhas de um palavreado hipócrita, sabendo-se que a mesma incentiva atos tais, regados a alto consumo alcoólico.

Bom, na verdade, o fato enseja boa oportunidade para se dar um fim na imbecilidade que assola o País, como, também, na de se estabelecer postos de combate, avançados, de logística etc., para se dar fim ao covil já instalado e que já se alastrou por todos os cantões nacionais.

Quem sabe a campanha não dá resultado, e não mais se escute idiotices, tais como a do cara que ocupa uma pasta, de onde saem recursos para Estados prejudicados pela “fúria da natureza”, acusado de desviar boa parcela desses recursos para Estado no nordeste, por conta de futuras eleições: “a presidenta confia em mim, se não confiasse não estaria aqui, dando essa entrevista”.  Ou do protótipo de Einstein, a quem me referi em outras paragens: “muitos ainda vão morrer por causa das chuvas”. Eita porra!

Mesmo comportamento – desvio de recursos - de um Zé Mané na Bahia, quando Santa Catarina, em passado recente, se viu sob as águas da morte, com elevado número de vítimas, tal como aqui no Rio. E tome gastos do Governo sem licitação, aumentados para algo em torno de R$ 14 bi.

Tai o País a ser atacado: de um lado, um governo de prófugos, pródigo em duas pontas: roubalheira e imbecilidade; de outro, a idiotização da população, a merecer especial atenção, apesar de demonstrar certo gosto pelas depravações em curso.

4 comentários:

  1. Jaba...

    Temporariamente, por força do trabalho, alijado da web mas acompanhando via jornais a estupidez dos habitantes da república de banânia chego à conclusão que o sofrimento com enchentes, secas e estupros são frutos da imbecilidade que impera no país do futebol e carnaval.
    A chuva que mata em Minas, tanto quanto matou e destruiu em Santa Catarina e Rio de Janeiro, é a mesma chuva cuja falta, hoje, no sul, também mata e destroi.
    Ano após ano, seca e chuva vem passar férias no Brasil sem que nada, nenhuma atitude seja tomada por governos e população que acham que estádios são mais importantes que obras de contensão ou cisternas.
    Enquanto o pais está gradativamente se desmanchando com a roubalheira partidária disseminada e institucionalizada, os meios de divulgação dão ênfase a uma relação sexual que, fora o mérito de ser consentida ou não, era previsível principalmente pelo incentivo e pelas atitudes dos participantes do programa e pela glamourização televisiva/cultural do sexo casual e não bastando isto, ainda divulgam a Luiza que se tornou celebridade e que, se fosse inteligente, continuaria no Canadá.
    Hoje, vivendo neste país ladrões, eternos imbecis momentâneos, foliões, máquinas sexuais e jogadores de futebol, tenho inveja dos italianos, ao menos lá tem uma única pessoa responsável que vendo o barco afundar grita:

    - Vada a bordo, cazzo.

    abs.

    Sicário

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  2. Olá Sicário,
    Isto é o que deve ser atacado. Tirar o poder da vagabundagem não será tarefa tão difícil se comparada ao que fazer depois com a parcela da sociedade que dela se beneficia, isto sim uma bela pancada em termos de trabalho.
    Enquanto o sujeito aí das belas terras gaúchas, destoando da decência, encena, publicamente, cenas explícitas de folhetim com o bandido italiano, o mote continua a sustentar a atual aberração:
    "dê-se ao povo samba, carnaval, praia e futebol, cerveja e depravação, vinténs para muitos e boa bufunfa para alguns; do resto nóis cuida!"
    Abs,

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  3. OLÁ JABA.

    GOVERNO CORRUPTO + POVO QUE GOSTA DE LEVAR SUAS VANTAGENS, FICA MUITO DIFÍCIL O EMBATE. MAS ESATAMOS AÍ DETONANDOS ESSES CORRUPTOS, LADRÕES E AFINS.

    ABS DO BETO.

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  4. Olá Beto,
    O embate pode ser difícil, mas não o seu resultado.
    Baita trabalho será o da recuperação de princípios em uma "sociedade" já contaminada por aquela cambada de prófugos.
    Abs.,

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