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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ausente por um período


Por motivos outros, ficarei ausente por um período, retribuindo, assim, o tempo a quem me honrou com a leitura de minhas linhas.

Para que não caiam no esquecimento, as últimas de um podre governo podre: o líder do PMDB ameaça o governo com a convocação do novo dos mal feitos, nova figura criminal “a justificar consultorias milionárias”, ao Congresso, caso se promova a abrupta retirada “do amiguinho” do DNOCs antes do pronunciamento do TCU, e Negromonte já caminha para descida do monte.

Enquanto isso o STF iniciou, ontem, o julgamento da constitucionalidade normativa de alguns artigos da Resolução 135 do CNJ, origem de embate de final de ano entre órgãos de classe e do judiciário, os quais, se analisados com imparcialidade e sem rompantes exacerbados, alguns podem até ser considerados inconstitucionais por força mesmo da ausência de competência jurisdicional ao CNJ. Hoje a sessão de julgamento terá seguimento; pretendo assisti-la para bem compreender as razões de alguns que se utilizam de trejeitos ou atos outros para se manifestar, e de outros que apreciam o rebuscamento ou o modo simples de se posicionar, para ver no que vai dar.

A Corte já teve a sua credibilidade arranhada em passado recente, quando deixou na “dormitância” processos tão ou mais importantes quanto aqueles que os atropelaram no baile das togas, tais como os que esfacelaram a Constituição e Tratado internacional, negando-se pedido de extradição do bandido italiano, que permitiram a apologia ao consumo de drogas – marcha da liberação da maconha – e que promoveram o esfacelamento do instituto “família” na pretendida modernidade intelectual de apoio à viadagem, em detrimento de valores morais e éticos.

Enquanto isso, mais, o governo, utilizando-se do BNDES, enterra baita grana nas terras dos Castros, para construção de um porto, grana que bem poderia ser aplicada nos pilares de desenvolvimento de uma sociedade não corrupta: saúde e educação. Mas isso é mero detalhe.

E por ser mero detalhe, tirar essa cambada de prófugos do poder, como disse em outras linhas, não será tarefa tão difícil como a do que se fazer depois com uma “sociedade” por ela já contaminada, isso sim um baita trabalho de recuperação de princípios, porquanto e por enquanto o que vale é o mote: “dê-se ao povo samba e carnaval, praia e futebol, cerveja e depravação, vinténs para muitos e boa bufunfa para alguns; do resto nóis cuida!”

Há de se contrariar Platão quando dizia que "apenas os mortos viram o fim da guerra": os vivos ainda presenciarão o fim do desastre e da destruição em curso no País, e o início da recuperação dos seus valores.

Até breve!

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