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terça-feira, 6 de março de 2012

A ignorância nos persegue


A ignorância, tal como praga, nos persegue.
O protótipo de Einstein, que obteve “sonhado título” antes de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, em total desprezo e desrespeito aos meios acadêmicos, já aprontava das suas naquela Pasta quando, “surfando” em desastre passado que assolou a região serrana do Rio, asseverava que iria transformar o País em um paliteiro, com o intuito de se antecipar às “tragédias naturais” e de se prevenir das suas consequências, tudo com apoio dos Americanos.
Passado quase um ano da tragédia, e tudo na mesma, como dantes, solta a última pérola, quando das recentes manifestações da natureza: “muitos ainda morrerão com as chuvas”.
Guindado, agora, ao Mestre dos Mestres, volta ao picadeiro com mais uma: “Os problemas do ENEM se devem às dimensões do país”. Alega, segundo reportagem de O Globo, que o “MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e diverso. São 140 mil salas, 400 mil pessoas fiscalizando. E tem de ter um sigilo absoluto. O risco logístico sempre haverá.” 
Só se esqueceu de dizer que os problemas surgiram com o atual e continuado podre governo podre, que altera livros escolares e promove a discriminação na sociedade. 
A imbecilidade não tem limite, havendo risco de contágio até por osmose.
A culpa, pois, é o tamanho da sofrida Pátria, suas dimensões, mas não as dimensões da incompetência, da ignorância, da roubalheira desenfreada e do insidioso e perene processo de aniquilamento de princípios e valores.
É tudo muito triste e lamentável.
O pé na bunda pensado pela FIFA até que seria mais do que apropriado.

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