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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bebê anencéfalo

O blog do Beto traz uma mensagem que, realmente, faz pensar com relação à interrupção da gravidez, quando se tem conhecimento da presença de determinadas condições no feto.

A mensagem é a seguinte:


A mensagem é forte, principalmente quando alguns profissionais asseveram que (fonte wikipedia) "ao contrário do que o termo possa sugerir, a anencefalia não caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se observam graus variados de danos encefálicos. A dificuldade de uma definição exata do termo "baseia-se sobre o fato de que a anencefalia não é uma má-formação do tipo 'tudo ou nada', ou seja, não está ausente ou presente, mas trata-se de uma má-formação que passa, sem solução de continuidade, de quadros menos graves a quadros de indubitável anencefalia. Uma classificação rigorosa é, portanto quase que impossível.

Na prática, a palavra "anencefalia" geralmente é utilizada para caracterizar uma má-formação fetal do cérebro. Nestes casos, o bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, garantindo algumas funções vitais do organismo."

Garantindo, pois, algumas funções vitais do organismo, ganha corpo a posição contrária a do Supremo.

Por outro lado, notícia ontem divulgada no G1, deu conta de que  bebê anencéfalo morreu em Cuiabá, após Justiça negar pedido de aborto, permanecendo a mãe internada no hospital.

O assunto é delicado.

Diante dos fatos, e diante de formação religiosa, a nova excludente penal, considerada por maioria no Supremo, seria liminarmente rejeitada. Como seria considerada, amanhã, a síndrome de down, deixando-se ao alvedrio da mãe a interrupção da gestação, se entendesse que não deveria gerar "criança sem os devidos predicados, a devida formação"?

Como disse, a questão é delicada, vai de conceitos religiosos e éticos até o conteúdo de "raça pura, sem desvios de formação", como sobressai do pronunciamento acima criticado e destacado.

De um lado, o direito à vida, de outro, o direito de interrompê-la.

Nos princípios religiosos, a decisão do Supremo foi mais um tapa na cara da sociedade.

2 comentários:

  1. E preciso uma revisão nos livros sagrados.....
    Dizer que isto que aqui esta foi criado a imagem e semelhança do Eterno é ofender gravemente ao Criador

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  2. Olá Pedro,
    A questão me parece mais delicada do que uma revisão nos livros sagrados.
    Abs.,

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