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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Hipocrisia racista


O Supremo, ao reconhecer a constitucionalidade das cotas raciais da UNB, perdeu mais uma oportunidade, nos julgamentos que autointitula históricos, de ser Supremo e não mero canal das demagogias de um governo de hipócritas, ou palco de rompantes políticos, sociológicos e filosóficos, travestidos de constitucionalismo, sem nenhum conteúdo.

O reconhecimento do regime de cotas, de cunho racista e discriminatório, além de inconstitucional, é prova cabal da mediocridade e do induvidoso desinteresse do governo no campo educacional, cuja política já resultou em proposta, já se faz ano, de não reprovar os alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental.  

Muito se falou no julgamento de ontem, que o problema que impedia os agraciados com as cotas de alcançarem o seu desenvolvimento, em termos de instrução, seria a falta de renda. Pura falácia! O problema não é este, mas a falta de vergonha que coloca o ensino público, já no básico, ao nível de merda!

Ao argumentar, afastando-se das circunstâncias históricas, com a reparação de danos pretéritos do país, para fundamentar demagógico posicionamento, a Corte nivelou-se, vez mais, ao populismo dos hipócritas, assumindo o papel de mero apêndice de um governo que não cumpre com seus deveres constitucionais e que dissemina o flagelo da mediocridade.

2 comentários:

  1. Texto conciso, objetivo e fundamentado. Sou negro, estudei e colegios públicos ( na epoca que escola publica era tratada com algum esmero ) e veja na politica de cotas uma afronta ao cidadao de verdade, aquele que enxerga na meritocracia o melhor ( talvez unico ) caminho para o desenvolvimento de todas, todas, as raças.
    País rico, governo medíocre, povo cordeiro.

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  2. Olá Antony,
    Bem vindo ao blog.
    Apreciei seus comentários, serão colocados na página central.
    Abs.,

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