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terça-feira, 26 de junho de 2012

Retornando ao virtual ...

Retornando ao virtual, deparei-me com uma notícia da Agência Brasil, pela qual o Lewandowsky teria liberado, hoje, o processo do mensalão, já que revisor do mesmo, ou seja, do relatório do Joaquim Barbosa.
A matéria, reportagem de Débora Zampier, é das 15h38, e traz palavras a ele atribuídas de que "é o voto revisor mais curto da história do Supremo Tribunal Federal. A média para um réu é seis meses. Fiz das tripas coração para respeitar o estabelecido pela Suprema Corte."

Fui confirmar no site do Supremo, e lá não consta a notícia, mesmo tendo sido obtida no meio da tarde.

De qualquer forma, sem duvidar da reportagem, há pouco confirmada no noticiário noturno, e independentemente do presidente das togas superiores, contrariando suas palavras anteriores, ter agora afirmado que o julgamento terminará no mesmo mês de início do julgamento - agosto -, o que não acredito, e de o revisor ter dito que fez das tripas coração, o que nada sensibiliza ou significa, porquanto a sua única obrigação é julgar - e não ficar passeando por ai  ou dormitando processos, ou fazer das tripas coração para liberar processos -, se o julgamento ocorrer depois do dia 22 de agosto, o crime de formação de quadrilha estará prescrito, mesmo que a apenação seja pelo máximo da pena.

Tenho insistido na apenação deste crime, e na sua não prescrição, porque os demais denunciados dele são conseqüência: é difícil, inconcebível, imaginar as figuras de corrupções ativa e passiva, mais lavagem de dinheiro, sem o concurso de outros colegas de profissão; tais crimes, na ótica penal, são crimes que não têm como ser praticados pelo "eu sozinho". E assim, condenando-se, mas deixando-se de condenar por conta da prescrição, as demais apenações não sofrerão esse "agravamento de pena".

Acabou de ser noticiado que o julgamento começará no dia 2 de agosto (jornal nacional, jornal que estou assistindo, por acaso).

Na minha visão, idiotice ou o que seja, a condenação e apenação pelo crime de formação de quadrilha é o que de pior poderia acontecer para essa corja; ficaria mais do que claro, evidente, inquestionável, que o País foi tomado e assaltado por uma quadrilha de reles bandidos e cafajestes e, com a condenação, os colocaria no zero frente a uma hoste de abestados e amentais; zero, pois, de credibilidade, e outras cretinices, então impostas, quadro este, diante dos mais amentais dos amentais, quiçá daqueles dos interesses escusos, que permitiria a eles concluir, no seu quase inexistente discernimento das coisas, que os "seus mentores" não passam de meros cafajestes, iguais àqueles que os roubam, no seu pequeno universo, e que deles têm conhecimento pleno, porquanto, as coisas, no mais das vezes, são resolvidas "à contento".

Estive e estou com todos que sempre lutaram pelo pronto julgamento e apenação; minha tristeza reside no que o pior dos crimes não será apenado; como dito em matéria outra, espero estar errado, totalmente errado, porquanto não quero escrever um epitáfio: aqui jaz um supremo ...

Um comentário:

  1. Flavio...

    Já que os governantes afirmam que vivemos numa democracia e o princípio básico desta é o direito de escolha através do voto, quero o direito de eleger os membros do STF ou que a escolha recaia sobre seus pares, os juízes, dentro de uma lista de nomes escolhida ou indicados por eles mesmos. Isto posto, acredito que as noticias divulgadas pela imprensa dão a verdadeira dimensão do que é o Supremo; organismo formado por doutores apadrinhados que, inegavelmente, devem o cargo a seus padrinhos. O exemplo é o mais moço deles que se mostra tão ineficiente que sequer, por capacidade ou covardia, consegue julgar-se impedido de participar do tão esperado julgamento.
    Após o advento de Lulinha( o filho) que do nada(como seu pai/padrasto) enriqueceu, o destino nos apresenta outro enigma: como alguém que não consegue julgar-se, moralmente é capaz de julgar os outros?
    Eu não espero nada dos "Supremos".
    A única coisa que devem fazer é julgar; a única coisa que devem decidir é pela condenação o resto é elucubração judiciária.

    abs.

    Sicário

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