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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mensalão - Início do julgamento ...




Como dito em outras paragens, a "festa, quem sabe, farsa", se iniciou mediante questão de ordem (por parte do Thomaz Bastos, elogiado e endeusado pelo Revisor do processo), com a invocação do Pacto de São José, assinado por este distinto e brioso País - ainda insisto na qualificação - pelo qual se impõe, ou se impôs, em ações penais, o duplo grau de jurisdição para confirmação ou não de eventual apenamento que se siga, algo que, segundo ele, não será observado pelo Supremo, já que o julgamento se dará em instância única ???

Por razões óbvias "esqueceu-se" das exceções previstas no citado Pacto que não ferem a competência originária do Supremo para apreciação e julgamento da causa, na forma criticada.

Bom, parcela da sociedade, que não se encontra apanhada ou contaminada pelo insidioso processo do abestalhamento contumaz da população, sabe o que isso significa.

Ao mesmo tempo se requer, novamente, o desmembramento do processo para aqueles que não tem prerrogativa de foro, matéria preclusa - não pode mais ser discutida - como bem lembrado pelo Relator; com a palavra, agora, o Revisor, que se põe em posição contrária, aceitando o desmembramento, sendo por aquele - o Relator - acusado de deslealdade, já que poderia ter se posicionado há 6 meses.

Relator: Joaquim Barbosa.
Revisor: Ricardo Lewandowski, que continua na sua sanha de acatamento da questão de ordem, com citações doutrinárias e de julgados da turma dos 11, enriquecendo-a com argumentos voltados para honra e dignidade dos acusados. Aí já é demais!

O circo está armado, com a rediscussão de matéria preclusa pelo Revisor, que busca, em citações várias, justificar a sua posição, já se antevendo para onde vai o processo e a posição da figura em questão: o Revisor rebuscado, metido a erudito e metido a conhecedor dos meandros da língua pátria e "romana" (aqui busca respeito de conhecimento, com citações em latim).

A vergonha, assim, já teve início. Espero estar errado, no aguardo das futuras manifestações. Isso aqui está em tempo real, se é que sei o que isso realmente significa.

De qualquer forma, estou gravando o julgamento para futura edição no blog porque, até agora, o relator não relatou o processo; o Revisor continua na "defesa constitucional" dos acusados, no intuito de justificar o desmembramento do processo, o que levará, se o acompanharem na sua vergonha, e para aqueles que "não são políticos", o encaminhamento da acusação para os Tribunais locais. E assim, com dizia alguém: "Aí vou para a galera!"

Já faz tempo que não escuto tanta bobagem "premeditada", e tanta falta de respeito a um Tribunal que já foi respeitado e honrado.

E o Revisor conclui: desmembre-se o processo e segue a discussão com Toffoli, Marco Aurélio e Celso de Mello.

E vai o processo sem ser relatado.

E os demais, seguem com "seus conhecimentos" ..., e o crime de formação de quadrilha caminha, sem transtornos, para a "bem recebida prescrição".

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