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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Inço da toga II


Já se vão algumas horas que a toga envolta por inço, o revisor do processo do mensalão, citando doutrinas várias, terminou suas linhas com relação ao Zé Dirceu.

Como esperado, o Zé não teria nada a ver com o viés criminal do ex-tesoureiro do PT que, em posição inferior aos próceres do partido, demandava os crimes denunciados sem conhecimento daqueles, inocentes políticos no mundo político.

Não vou lembrar que o cara, a quem me recuso dizer o nome salientou, entre outras toleimas, que o MPF não provou "que ação específica" teria o Zé praticado para merecer a imputação então denunciada; que o seu posicionamento se firmou em depoimentos de testemunhas - deputados, senadores e ministros- "chegados ao governo" e os do próprio PT, para negar que houve "compra de votos a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto", alegando que "todos negaram diante do juiz essa compra de votos"; que fora interrompido diversas vezes, tal como na sessão anterior, por ministros outros, que contestaram suas afirmações; por exemplo, Gilmar Mendes que o questionou por ter condenado deputados por corrupção passiva mas, por ora, ter afirmado que não houve compra de votos, e por aí vai ..

E aí digo eu (igual ao pessoal das togas): se "não houve compra de votos", estamos diante de uma nova tipificação penal: "a corrupção ativa/passiva  masturbativa"; o corruptor corrompe a si própio.

Só venho aqui para dizer que o incorubirúbil é um merda!

Peço desculpas a quem me lê, pois a vergonha que já apanhou a Corte, e já se vai tempo, me entristece, em que pese os posicionamentos contrários dos demais.

Eis aí quem não merece linhas:




Um comentário:

  1. Justiça bloqueia bens do casal Garotinho e de mais 17 pessoas
    Acusação é de desvio de verba quando Rosinha e o marido foram governadores
    VERA ARAÚJO 5/10/12 - 23H21 – O GLOBO

    RIO - Com o registro de candidatura à reeleição pendente, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR) sofreu novo golpe. A Justiça concedeu liminar bloqueando todos os bens dela, do marido Anthony Garotinho e de mais 17 pessoas acusadas de desviarem R$ 1.061.124,63 dos cofres públicos em favor de campanhas eleitorais do casal. Coube ao Ministério Público Federal (MPF) o pedido de tornar indisponíveis os bens móveis e imóveis dos réus para a garantia da devolução do dinheiro. As verbas teriam sido desviadas quando foram governadores do estado do Rio: Garotinho de 1999 a 2002 e Rosinha nos quatro anos seguintes.

    O procurador da República do Ministério Público Federal Edson Abdon Peixoto Filho não quis listar os bens encontrados em nome do casal Garotinho porque o processo está em segredo de Justiça:
    — A decisão para o bloqueio dos bens tomou por base todo o levantamento feito pelo Ministério Público Federal. Houve provas suficientes da ilicitude. Foi criado um esquema que se repetia em todo os estado para financiar a campanha de Anthony e Rosinha Garotinho.
    Dentre os réus, há funcionários e dirigentes das empresas sem fins lucrativos Fundação Escola Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro (Fesp/RJ) e do Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (INAAP). Eles estão envolvidos na contratação irregular, com dispensa de licitação, da Fesp através da CPRM — empresa que presta serviços geológicos —, para o cumprimento de atividade para a qual esta não tinha competência para executar. Por esse motivo, houve a subcontratação de outra empresa, a INAAP pela Fesp, sem que tivesse previsão no contrato originário e novamente com dispensa de licitação. O procedimento foi realizado em janeiro de 2004 para a prestação de serviços necessários à continuidade ou finalização de projetos ,como o sistema de informações sobre contenção de encostas prevenção a inundações no estado.
    Financiadoras de campanha
    De acordo com a ação de improbidade administrativa proposta pelo MPF, os réus atuaram com o objetivo claro de desviar recursos públicos. Isso fica evidente porque as pessoas jurídicas acusadas no processo judicial aparecem em inúmeras apurações como envolvidas em esquemas de financiamento de campanha eleitoral. Além disso, o MPF questiona o efetivo cumprimento das tarefas contratadas, já que tanto a CPRM, Fesp e INAAP não encaminharam documentação de que executaram os contratos.
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    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/justica-bloqueia-bens-do-casal-garotinho-de-mais-17-pessoas-6305419#ixzz28U4WDR2z

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