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domingo, 10 de março de 2013

Royalties ...

O pugilato verbal intestino ocorrido, recentemente, em torno de futura  perda de considerável parcela dos royalties dos "estados produtores", tem um único responsável, o Supremo Tribunal Federal que, ao cassar liminar de Ministro seu permitiu, em repetitiva hipocrisia política, a instalação de vergonhosa bagunça na Casa que de muito já perdeu o respeito, na qual, doravante, a perdurar o entendimento, vetos presidenciais não serão mais apreciados segundo a ordem constitucional cronológica, mas segundo os espúrios interesses políticos.

E ainda li ou escutei que, daqui para a frente, aquela Corte dará preferência a julgamentos que envolvam "relações" entre os poderes. E os interesses da "sociedade", como ficam?!

Bom, depois que o Presidente do "Supremo", após sessão no CNJ, mandou repórter chafurdar no "lugar de costume", não há muito o que se esperar ...

Quando o tema veio à luz, em passado não muito distante, o governador aqui do Rio começou a falar que não haveria mais dinheiro para as Copas - das Confederações e do Mundo - nem para as Olimpíadas e nem para o pagamento dos professores (???), algo repisado recentemente, enriquecido com ameaças, tais como revisões de concessões, licenças ambientais e licenças das petrolíferas, novas taxações etc. Revisões de concessões, licenças ambientais e das petrolíferas, novas taxações etc., impõem o reconhecimento de que alguma ou inúmeras ou todas as coisas estavam erradas??? 

Independentemente dos "vetos" e da posição eleitoreira e deletéria do "governo" que, chutando o traseiro do cara aqui do Rio, já acenou que irá defender a posição do Congresso, quando chamado a se manifestar sobre as ações dos Estados produtores, perante a Corte que já perdeu o rumo constitucional, ficam algumas perguntas: Sem os royalties, o Estado seria um Estado falido? E antes disso, do surgimento da falta explícita de vergonha, como foram aplicados, em benefício do Estado, os recursos dos royalties, já que, apenas como exemplo, educação e saúde continuam na perene decadente degradação, e nem de perto se enquadram no "choro governamental" da perda de receita? Quem irá perder com essa baldroca?

Fico por aqui, para não chafurdar as linhas ... 

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