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terça-feira, 9 de abril de 2013

Legado da Copa e das Olimpíadas ...

O título tem a ver com matéria que li esta manhã, no caderno de esportes do Jornal dos Marinhos, com a seguinte chamada: "Comissão vistoria o Engenhão e pede laudos."

Ali se diz que integrantes de uma Comissão intitulada de "Comissão do Legado da Copa e das Olimpíadas", sob os auspícios presidenciais do PT (deputado federal Alessandro Molon), visitaram o Engenhão no dia de ontem, avistando-se com o diretor executivo do Botafogo e com o presidente do CREA-RJ, oportunidade em que anunciaram, pelo porta-voz presidencial, que iriam "requerer documentos envolvendo a construção e a interdição do local, como o projeto e os laudos das últimas vistorias".

Segundo a reportagem: "- Vamos pedir isso amanhã (hoje). Queremos saber quem deu a aceitação da obra e se deu sabendo que havia problemas. Primeiro, precisamos avaliar. A conseqüência disso é identificar os responsáveis e exigir punição. Será um absurdo se for usado dinheiro público para corrigir o problema - disse o deputado."

Falando, pois, no absurdo da utilização de "dinheiro público para corrigir o problema", gostaria de presenciar sinais de indignação e punição, quanto à utilização do dinheiro público "para corrigir problemas financeiros pessoais", de uma inqualificável cambada, nos 12 anos que já se vão de desenfreada corrupção. Dos mesmos sinais, quanto aos vergonhosos descalabros nas casas legislativas. Igualmente, em relação aos pares corruptos que andam pela capital federal e pelos cantões do país. E ainda o mesmo sentimento de indignação, quanto à hipocrisia e a mediocridade nacionalmente disseminadas, entre outras afrontas à consciência nacional. Gostaria de ... Bom, paro por aqui. Não falo do deputado, que pode até alcançar os objetivos que diz. Falo em termos gerais, que sustentam os altos índices de explícita criminalidade tupiniquim.

E nem falo na embaixada brasileira na Coréia do Norte, que conta com quatro "funcionários": o embaixador, sua mulher e filho, mais um único "servidor" do ministério das relações exteriores, que devem fugir para a China, se as coisas por lá esquentarem.

E nem falo na mediocridade e baboseira que encontra grande destaque na mídia, e que renderia outra matéria, tal como a de ontem, a de conhecida cantora baiana anunciando incontido abraço ao lesbianismo.

E nem falo, no que já chamo de delírios, no chefe do CNJ, que também é do Supremo, que, do alto do seu trono, fica atacando a magistratura, da qual também faz parte. Primeiro, no que toca às relações profissionais entre advogados e juízes, chamando-as de conluio e, por último, quanto à criação de novos tribunais regionais federais, quando, em recente reunião com a associação de classe, disse que foram criados de "forma 'sorrateira' com o apoio das associações e apostou que os tribunais serão construídos perto de praias" (notícia de hoje do Jornal O Globo).

E nem falo no não julgamento da ADPF 153 pelo Supremo - aquela em que a OAB federal pede a não aplicação da lei da anistia aos militares - suspenso por uma sessão em março de 2012, com o que se permite continue a comissão nacional da vergonha o seu esmerado processo de destruição da dignidade e do respeito nacionais, que traz como incentivador palavras tais - "Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça" -. Talvez seja o caso de se reeditar todos os atos criminosos praticados contra a pátria e contra a sociedade, pela turma de bandidos travestidos de guerrilheiros, para aí, sim, conhecer-se o real significado do "Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça."

E nem falo na insistência petista do controle da informação, defendendo comunicação estatal, tal como seu hermano da Coréia do Norte.

E nem falo na antecipada campanha presidencial, com a utilização do aparato público correlato, e nem em outras coisas desagradáveis, como genoinos, dirceus, cunhas, "jeeps", "a nova petroubarás", bancos de fomento, inflação, alta de preços, incompetência econômica, dinheiro para Cuba e outros cantos, sobre o cara que já devia ter ido e ainda não foi. E nem sobre um filme, de 2009, que assisti madrugada outra, quando a saúde acordou, cujo enredo, em torno de caso verídico, narrava o assassinato de 16 garotas, em terras ianques, por um quase formado médico, de bom futuro profissional e pessoal, no qual, lá pelas tantas, o detetive encarregado do caso dissera aos seus colegas: - vamos prender o sujeito antes que fuja para o Brasil.

E nem falo de um bando de idiotas argentinos, do time "nacional de sarandi", mandados de volta para casa, após baixarem a porrada em alguns da polícia, ao final do jogo com o atlético mineiro (se fossem daqui, tava todo mundo em cana), ou em felicianos da vida, ou em parcela depravada da sociedade, ou em abestalhados que fazem apologia ao consumo da erva venenosa, seja em marcha ou em bloco carnavalesco, ou ao título mundial obtido pelo país de o maior consumidor de crack e o segundo de cocaína, ou dos mesmos abestalhados, em sofrível portunhol, arrotando expressões como "viva Cuba, viva a revolução", quando em rápida passagem de uma blogueira, aqui por essas bandas, ou aos contínuos e nefastos acordos políticos, ou à incestuosa e deprimente relação entre os poderes. E nem falo mais nada, a saúde não permite e já saí fora das linhas do título.

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