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terça-feira, 23 de abril de 2013

Mensalão (1) - Ementa de Acórdão


Em que pese ter achado, um circo, o julgamento do mensalão, por conta mesmo dos fatos que o antecederam, e dos rompantes "relatoriais e revisionais", com concedido espaço para erudições desnecessárias quanto ao Pacto de São José, recursos perante a OEA, e mais outras desnecessidades, igualmente desnecessárias, além de manifestações do arremedo e protótipo de jurista, que deveria ter ficado em silêncio, ao longo de todo o processo, por mínimas questões, que sejam, de honestidade ética, guindado que foi à suprema casa jurídica, pelo energúmeno de nove dedos, certo é que, por enquanto, fez bem aos olhos e ao espírito, a publicação da condenação do trio do PT - Zés Dirceu e Genoíno, mais Delúbio - em crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, mais Paulo Cunha, por peculato e corrupção ativa, além das condenações de outros escroques, políticos ou não, acrescentada da suspensão dos direitos políticos de todos os réus e da perda de mandatos dos criminosos políticos.

Isto, realmente, faz bem aos olhos e ao espírito; mas resta aguardar a posição pós recursos, independentemente do que por aí se fala quanto a "declaratórios" e "infringentes", e da publicidade que atualmente se dá a um bandido, aparentemente transfigurado em suas feições, posição que realmente importa, porquanto, com ela, se verá quanto a "sociedade" se viu juridicamente protegida diante de quem a denigre ou esfacela, em seus princípios e valores, esteja ou não ocupando "momentaneamente" o Poder, esteja ou não abraçado pela cumplicidade do Legislativo.

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