Páginas

terça-feira, 7 de maio de 2013

Hipocrisia com o "di menor"

Por conta de crimes contra à vida, recentemente praticados por menores, retornou-se à discussão quanto à redução da maioridade penal, como se isso, no universo das cabeças pensantes, fosse suficiente ou se constituísse como elemento inibidor para a prática de futuras abominações.

A discussão deveria cingir-se à proteção da sociedade, e não a de criminosos, tão a gosto de quem com eles se identifica.

O menor que comete crime contra a vida deveria ser julgado como se adulto fosse, agravando-se a pena considerando-se os meios empregados - tal como o ocorrido na morte de jovem dentista paulista, queimada viva por um volume de fezes andantes, só para ver como seria - ficando encarcerado pelo máximo da pena, acrescida do que a agravar.

Para que isto funcionasse, evidentemente tinha que se acabar com os tratamentos diferenciados entre crimes praticados por menores e por não menores, com os sofismas psiquiátricos e psicológicos que procuram justificar os crimes por estes praticados e dar-se um basta nas benesses penais, tais como regime de progressão e outros sentimentalismos voltados para a bandidagem, como a vergonhosa bolsa preso e o pretendido presídio 5 estrelas - PL 2230/11. Como a Constituição abomina a pena de morte - que seria a mais apropriada para esses casos -, a cana do vagabundo, seja ele menor ou não, deveria ser aquela então prevista em lei, a ser cumprida em sua totalidade, abstraindo-se, por corolário, dos judiciosos pronunciamentos judicantes comumente voltados à defesa dos direitos dos criminosos.

Durante o "movimento dos di menor", foi presa uma dupla de assaltantes de mansões na capital paulista, vinda lá do Chile, a qual, respondendo a pergunta de um repórter, disse que a lei brasileira é mais frouxa do que a do seu País de origem, daí que "por aqui nóis roba".

E, mesmo com essa verdade verdadeira, continua-se com as demagógicas posições, protetivas da explicita criminalidade, porquanto vítimas e familiares, mais a sociedade, nada mais são do que mero detalhe ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário