Páginas

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Foco na vagabundagem ...

O da vez é o pedido do cara aí ao lado, de trabalhar como gerente de hotel 4 estrelas em Brasília, antes de voltar para sua "atual residência". Já se diz contratado.

Se não for para trabalhar como camareira, o pedido é deboche puro, desfaçatez mesmo. Se for atendido, evidente que o hotel será o novo e provisório "escritório político".

Depois da desigualdade de tratamento entre presos, por conta da presença da vagabundagem política no presídio da Papuda, do fato de que o presidente do supremo ainda não entendeu que terminou seu ofício no famigerado processo do mensalão, de que o juízo da execução da pena não é o supremo mas aquele no qual afastou recentemente o juiz titular, de que a roubalheira perpetrada pela corja política e outros, nos últimos e atuais 13 anos, é bem superior a que foi verificada e conhecida naquele processo de compra de votos, de que não se tem notícia do andamento de inquéritos, investigações e pronunciamentos judiciais quanto a esta folha corrida, que já avançou para mais de década, ainda se obriga a se conviver com esse deboche, essa farsa. Taí, por exemplo, o Pizzolato que deu uma banana para o Supremo, como, também, a Itália, que já se demonstrou disposta a fazê-lo com relação ao Brasil, caso não lhe seja entregue o bandido nacional daquele País, agraciado com "visto de permanência", pela mesma Corte que ainda persiste em se manter nos holofotes.

Isto não é democracia e nem respeito a dignidade do preso, que na esmagadora maioria dos casos se sobrepõe a da vítima, mas ausência de vontade e de Lei que realmente puna de modo eficaz a delinqüência instalada no País, seja nacional ou outsider. O bem a proteger "é a sociedade", e não os delinqüentes. O foco não é na vagabundagem, mas na reparação, satisfação e proteção da sociedade, para isso ela se constituiu. E a imprensa se deve desfocar do foco na bandidagem, para se focar nos processos e investigações que andam a passos de cágado, aqueles a que me referi no parágrafo anterior.

Quando alguém, independentemente de vaidades ou sentimentos outros, se propõe a fazer alguma coisa, principalmente sob o juramento de honrar e obedecer a Constituição e as Leis, inexiste, quando se condena alguém, qualquer julgamento histórico, como insiste a imprensa, porquanto nada mais se faz ou se fez do que cumprir com o juramento prestado; de histórico tem-se, apenas, o fato de se honrar o juramento, diante de uma parcela já absorvida pela delinqüência contumaz e de outra que se tornou apática, diante de tamanha e vergonhosa criminalidade; políticos acusados e condenados são bandidos como quaisquer outros, perdendo toda e qualquer dignidade - se é que tinham alguma - quando praticam os seus crimes. A se considerar como histórico o fato de se honrar um juramento, a hipótese, seria, realmente, a de se considerar, hoje, a total ausência de princípios e valores que, no passado, forjaram o caráter de muitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário