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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sem honra ...

O título seria bem apropriado se relacionado àqueles que, recentemente, foram mandados para a prisão, por decreto prisional do presidente do Supremo Tribunal Federal, no conhecido processo do "mensalão"; o título seria bem apropriado se relacionado com aqueles que arrotam imbecilidades, pactuando com atos de corrupção; o título seria bem apropriado se dirigido àqueles que diuturnamente violam a Constituição e as leis, estejam ou não no Poder, por ele orbitem ou não; o título seria bem apropriado se dirigido àqueles que, diariamente e há décadas, dilapidam ou roubam o País, estejam ou não no Poder, por ele orbitem ou não, ou dele nem se aproximem. O título seria bem apropriado quando dirigido àqueles que profanam a história do País, os seus mortos e desenvolvem contínuo e perene processo de degradação de princípios e valores. Enfim: o título seria bem apropriado se dirigido a todos aqueles que, com seus atos criminosos, atentam ou já atentaram contra a dignidade da Nação e que acolhem criminosos em seu seio.

O título aqui, porém, é empregado em outro sentido: O país que não honra a sua Bandeira é um país sem honra; o povo que não honra a sua Bandeira é um povo sem honra.

Desde quinta passada, por conta da alegria contida de alguns, diante do feriado da sexta seguinte – Proclamação da República – e do feriado de amanhã aqui no Rio – dia do zumbi, consciência negra – que outros alguns pensavam em emendar bons dias de descanso, passei a perguntar se alguém se lembrava do que se comemorava no dia 19 de novembro, pergunta dirigida a quem já possuía alguns anos a mais do que eu, como, também, para outros mais novos.

Os mais novos não entenderam a pergunta, quando ouviram a resposta limitaram-se a dizer que, “segundo se lembravam, estudaram na escola”. Meu Deus! Em meu tempo de escola, entoava o Hino em posição de sentido, após cantar o Hino Nacional.

Já os mais velhos (de semelhante educação a que fui agraciado) e entre eles, alguns de certa patente, com expressões faciais de esforço dos neurônios, também não se lembravam da data e nem do seu significado, suando, ao ouvirem a resposta, ares de vergonha, o que, à semelhança de anos passados, me causou, vez mais, profunda tristeza, e aqui não há nada de ufanismo, mas, sim, puramente respeito.

Na minha singela homenagem à Bandeira do meu País (adotada por decreto de 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República), e que deveria ser objeto de admiração e orgulho pelos nacionais, por se tratar do símbolo mais importante da Nação, o seu símbolo sagrado, aquele que, ao primeiro contato dos olhos, com lágrimas ou não, traria a mente e a alma todo o sentimento de amor, alegria e respeito ao País, como também o respeito por outsiders quando a avistassem em suas terras, por representar a história de um País, a sua grandeza, trago a letra do Hino à Bandeira, composta por Olavo Bilac, música de Francisco Braga.

Antes disso repito: O país que não honra a sua Bandeira é um país sem honra; o povo que não honra a sua Bandeira é um povo sem honra.

HINO À BANDEIRA



Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

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