Páginas

terça-feira, 6 de maio de 2014

O País fede ...

O País fede. Fede em todos os sentidos. E a vergonha corrói a alma.

Vergonha, estado emocional que decorre da presença de firmes raízes familiares, naqueles ou em quem os princípios forjadores do caráter se mostram intransponíveis, inabaláveis, perante o veio fácil da opção pela iniqüidade e a delinqüência demagógica (insisto na ortografia antiga). Isso, independentemente do que se chama “posição social”.

Vergonha, em falta, já em grande escala no País, vilipendiado em seus princípios, em sua história. País que há mais de década se vê assaltado em sua alma, por próceres cafajestes, em detrimento do que justifica o conceito de formação de uma sociedade. País em que os Poderes não têm credibilidade. País inchado e pesado por conta de acordos espúrios e nefastos interesses, chegando-se ao agudamento da crise moral com a auto indenização a que se concederam por derrotados nos intentos de tomar o poder pelas armas, na doentia inspiração de governos autoritários.
Décadas se vão àquela em que o País vivia seus dias de caos, por conta de um bando que se vangloriava dos seus ideais comunistas, os divulgava na imprensa escrita e pelo rádio, por eles buscava incitar a população contra a ordem constituída, cometiam toda sorte de crimes, formavam pequenos grupos para promover o medo e a instabilidade na sociedade, destacavam o que chamavam de “destacado guerrilheiro” para agir como franco-atirador nas grandes capitais, distribuíam manuais de como cometer os crimes que cometeram, de como fabricar bombas, de como arregimentar novos idiotas para suas fileiras, seqüestros etc. E tudo isso sob a bandeira dos princípios democráticos.
Passadas outras tantas décadas, nas quais os ideais e atos criminosos, de transformar o País em um país comunista, foram derrotados, alcança-se o ápice da falta de vergonha, com o desenfreado assalto aos cofres públicos, com a destruição das instituições e com uma ignomínia chamada de Comissão da Verdade, a qual, antes de representar questão ideológica retrógada, doentia e revanchista (passível de tema de aula para futuros psiquiatras e para as ciências criminais), se apresenta como nítida demonstração de desprezo para com a sociedade e a memória dos que, por aqueles, já não mais qualificáveis, foram assassinados.
E a tanto ainda se chega, com apoio de quem nem conhece a história, pela idade que apresentam, a glorificar o passado odioso na perseguição de quem defendeu a Pátria e a vigente ordem constituída, utilizando-se, no intento, de hipócritas distorções de tipificações penais. 
Já disseram, em outras palavras, que o povo, quando diante de governos que proliferam e profligam na hipocrisia e criminalidade, traindo os anseios da sociedade, tem o poder, o direito e a legitimidade de depô-los, substituindo-os por aqueles que se submetam aos reais e legítimos interesses dessa mesma sociedade, no conceito que justifica a sua criação e formação.
Mas o que falta, infelizmente, e em larga profusão, é a vergonha diante da já banalizada criminalidade, vista e aceita com normalidade, além de desfrutada, arduamente, por considerável parcela de nacionais.
O País fede. Há de se dá um basta!

2 comentários: